Desafio Telecentro 1 – Requisitos

7 jan

Desafio Telecentro é montar uma sala de uso para telecentro, com um servidor de controle, e algumas dúzias de clientes, o serviço para ao usuário é gratuito, mas há limite de tempo de uso.

Recursos Necessários

  • Um Computador para ser servidor de controle
  • Dez Computadores (para início dos testes)
  • Uma impressora
  • Roteador

Este são os recursos básicos mínimos necessários para começarmos.

Como gerenciar um Telecentro

5 jan

Agosto de 2010, em alguma cidade do interior, faz um calor de 30°, e preciso imprimir um documento, passo na frente de um prédio está uma placa “Telecentro – Sala de Inclusão Digital”, pensei está ai pode ser que imprimam, entrando na sala, com apenas 10 computadores, fui a mesa central e disse que gostaria de imprimir, o atendente me perguntou: Sabe imprimir? Respondi que sim, claro. Entrei no pc com a senha e o usuário, que me havia sido entregue, e então acesso meu email, imprimo o boleto, pergunto quanto é e ele diz, não é nada, é público.

Fiquei admirado com a facilidade do serviço, rápido e simples. Ainda neste ano eu era um futricador do Linux, admirador incontestável do Software Livre, e ao me deparar com um cliente Linux, ligado ao servidor Linux, fiquei entusiasmado, e cai na real, como poderia montar uma sala do Telecentro, ou uma LanHouse dentro do sistema Linux?

A coisa ficou feia, não havia softwares exclusivo para isso no mundo Linux, nem no OpenSource, o que haviam eram freewares, ou softwares comercias, mas todos para plataforma microsoft … o desafio era montar uma lan com gerenciador … e o desafio não foi conquistado, uma batalha épica se perdeu.

Agora passados 5 anos, aca estou eu do outro lado da mesa, como prestar um serviço público usando Gerenciadores de Telecentro, ou de LanHouse, ou algo do tipo? E para que se evite maiores delongas, foi necessário utilizar os sistemas Windows, não por escolha, tendo um servidor na sala e algumas dezenas de computadores clientes, e fica o desafio qual software atende as necessidades de um telecentro? Poucos, me arriscaria a dizer que nenhum, embora seja ousado, mas para plataforma windows com telecentro não há, há sim soluções linux prontas, mas que exigem certos cuidados especiais para usar, mas como eu disse, a plataforma agora é a da telinha azul do Bill Gates.

 

Nota

Sandino 1990 Miguel Tinttím

3 jan Sandino_Augusto_Cesar_image002

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Filme de Miguel Tinttím que retrata sobre o maior lutador da América Latina, la lucha siegue.

Torrentinho

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https://kickass.so/sandino-1990-t3896108.html

Enfoque Petrobras

10 set

Um grande movimento nacionalista brasileiro foi a campanha: “O Petróleo é nosso!”. Pode-se dizer que vinha desde a guerra européia, que demonstrara como o petróleo se tornara essencial para a sustentação da luta. Mas existe no Brasil desde a criação do Conselho Nacional do Petróleo, sob o comando do General Horta Barbosa. Daí por diante o esforço se traduziu num trabalho de persuasão, e de conquista da opnião, até chegar à criação da Petrobrás, como monopólio do Estado (1953). Nessa londa batalha, começamos a compreender que havia petróleo no Brasil, não obstante a campanha sistemática dos técnicos estrangeiros. E os recursos começaram a crescer, para nos proporcionar as refinarias que precisavámos, os eleodutos, a frota de petroleiros, tudo à custa de capitais nacionais e sob direção nacional. Cresceu tanto a PETROBRÁS, que começou a exercer uma função insuspeitada, quando apareceram os diretores, que talvez trouxessem no bolso ordens ou recomendações para supressão da autarquia. E que invez de destruí-la, sentiram-se conquistados pela causa que ela representava e passaram a lutar pela sua expansão.

Mas para chegar a esse ponto, quanto sacríficio suportado! E prisões, e cadeia para responder pelo crime de procurar dar ao Brasil as armas de que ele precisava para sua defesa e desenvolvimento. E aí está a PETROBRÁS triunfante, entre as grandes empresas do mundo. Como falar, em relação a ela, e ao Brasil, em nacionalismo negativo? Haverá quem hoje tenha dúvidas de que a Petrobrás é uma das forças mais positivas do desenvolvimento brasileiro?

 

Barbosa Lima Sobrinho, O enfoque histórico do desenvolvimento ecônomico, 1995, Em Defesa do Interesse Nacional, Editora paz e terra.

Nota

Compesa assina o maior contrato de PPP do Brasil

27 jun

Compesa assina o maior contrato de PPP do Brasil.

População organiza plebiscito e reivindica constituinte para mudar sistema político

29 maio plebiscito-branco
Por que a saúde e a educação públicas tem tantos problemas, os professores recebem tão pouco e faltam creches? Por que o transporte é tão caro e de péssima qualidade? Por que o dinheiro que deveria ir pra área social vai pro bolso dos ricos?Porque é preciso fazer reformas profundas no nosso país, mas com atual sistema político não dá! Nele o povo não está representado.
 No atual sistema político, as empresas  nanciam mais de 90% dos recursos das campanhas eleitorais, os eleitos são controlados pelos interesses delas e não dos cidadãos que votaram.

 

Baixem o Jornal no Link Abaixo

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NOTA DE SOLIDARIEDADE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E REINVIDICAÇÃO DE JUSTIÇA PELA MORTE DOS COMPANHEIROS ACAMPADOS NA CHAPADA DO APODI/RN

9 maio

NOTA DE SOLIDARIEDADE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E REINVIDICAÇÃO DE

 

JUSTIÇA PELA MORTE DOS COMPANHEIROS ACAMPADOS NA CHAPADA DO

 

APODI/RN

 

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio.

Toda uma vida de luta!

Nós, movimentos sociais do campo e da cidade, igreja, sindicato e instituições que defendem a luta pela terra e pela justiça social e repudiam a terrível história de criminalização dos movimentos sociais, vimos, por meio dessa nota, manifestar nossos pesares e solidariedade ao Movimento das/os Trabalhadoras/es Rurais Sem Terra (MST) e às famílias dos companheiros de luta, que foram brutalmente assassinados nessa última terça (06), logo após ato das Jornadas de Luta do MST/RN.

 

Foi com grande consternação que recebemos a notícia dos assassinatos dos trabalhadores rurais e lutadores do MST, Francisco Lacy Gurgel Fernandes, mais conhecido como “Chacal”, e Francisco Alcivan Nunes de Paiva, conhecido como “Civan”. Na manhã do dia 06 de maio, as/os agricultoras/es sem terra do Acampamento Edivan Pinto em Apodi-RN, articularam um ato de paralisação do trânsito na BR-405, como forma de reivindicar ações efetivas para a reforma agrária popular na região e a paralisação das obras do Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi-RN, nomeado pelo povo como “Projeto da Morte”.

 

Os companheiros Chacal e Civan regressavam para sua cidade natal, no município de Itaú-RN, com o intuito de visitar seus familiares, logo após participarem do ato de paralisação da BR-405, quando foram vítimas de disparos e executados com tiros de armas de calibre 12 e 38. Esse acampamento do MST surgiu de uma articulação unitária dos movimentos sociais da região, há cerca de oito meses, se forjando na contraposição ao Projeto da Morte, capitaneado pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas – DNOCS, que consiste na desapropriação de 13.855 (treze mil oitocentos e cinquenta e cinco) hectares para a implementação de um projeto de fruticultura irrigada, sob o comando de quatro grandes empresas, deslocando de maneira forçada cerca de 6.000,00 (seis mil agricultores), que vivem em 30 comunidades na região há cerca de cinquenta anos; a reivindicação histórica por terra para centenas de famílias sem terra da região; e a disputa de projeto para o campo brasileiro. A implantação do projeto será o fator de desarticulação da experiência agroecológica, da agricultura camponesa familiar e da democratização da terra, ao priorizar a monocultura e a exploração de grandes extensões de terra, com grande utilização de agrotóxicos, causando diversos problemas aos recursos naturais e à vida humana, sendo assim bandeira nacional de luta e da unidade dos movimentos sociais.

 

Ainda nessa conjuntura, a história brasileira mostra um cenário de criminalização da luta e impunidade alarmantes, mas que não pode prosseguir escrita com sangue de trabalhadoras/es sem que justiça seja feita!

 

Desta forma, repudiamos a violência contra os companheiros Chacal e Alcivan, lutadores da terra na região do oeste potiguar. Exigimos o máximo empenho na apuração dos fatos, responsabilização rápida dos executores, além de ações efetivas e comprometidas com a Reforma Agrária Popular urgentemente e a paralisação imediata das obras do “Projeto da Morte”, para que a Chapada continue sendo fonte de vida e trabalho para as famílias que por ela lutam. Assim, nosso luto será luta!

 

Por justiça aos companheiros que tombaram na luta!

 

Vamos juntos ecoar mais um grito:

 

Pela Chapada do Apodi!

Antirracistas é o que somos! Ou porque não aceitamos ideias racistas em pele de bananas!

5 maio

Protagonizada por Neymar Jr e Luciano Hulk, a campanha #somostodosmacacos referenda a animalização, ou pior, a desumanização do povo negro que historicamente busca superar os diversos obstáculos que o racismo institucional ainda nos impõe. Não é possível admitir que essa jogada de marketing seja para o combate ao racismo que ocorre nos estádios da Europa, nem tão pouco fora deles. Ainda mais, se utilizando de uma palavra de protesto dos movimentos sociais – “somos todos” – que sugere a solidariedade e identidade com as lutas e lutadores do povo brasileiro.

O que constatamos neste caso é mais uma das capacidades que a ideologia capitalista tem de se apropriar e tirar do lugar ideias e fatos inadmissíveis, tornando-os aceitáveis, para aumentar os níveis de exploração e alienação. Vejamos. Um conjunto de famosos globais, com várias fotos “selfies” atrás de bananas inundam as redes sociais para corroborar com a ideia sem cabimento que é: afirmar que gente não é gente! Com isso perguntamos: A quem serve esse tipo de autodeclaração? E por que playboys querem sair por aí se dizendo bichos? Que tipo de movimentação é essa que esvazia o conteúdo histórico da luta antirracista?

Em tempos de informação instantânea, é fundamental voltar à História, para aguçar nossa consciência crítica, mesmo que de forma breve, para recuperar as principais questões desse absurdo que aqui denunciamos. O tráfico e a escravização de indígenas, negros e negras da América Latina e África, no período colonial serviram de ensaio para a consolidação da era capitalista em que vivemos até hoje, infelizmente. Desde então, a ciência, a religião e a política hegemônica – para citar alguns dos elementos que são bases para a dominação capitalista – buscam higienizar e segregar a população indígena e negra do processo civilizatório e de desenvolvimento. Utilizando-se destas populações, como base de experimentos, mão de obra, ou, em se tratando de jogadores de futebol, como descreveu Eduardo Galeano, pés de obra.

Assim, não é à toa que há pouco mais de um século o Brasil tenha sido o último país no ocidente a decretar a abolição da escravidão e que povos dos países africanos, já no século XX, ainda estivessem em luta pela libertação da colonização europeia. Até hoje, nós, negras e negros, lutamos para que ocorra a descolonização das mentes. Lutamos pela garantia da nossa cidadania e a garantia dos nossos direitos! A naturalização da dominação via ideologia capitalista sustentou por muito tempo a superioridade do pensamento branco/heterossexual/masculino como o mais qualificado e aceitável. Por isso, a questão racial é uma questão que até hoje, nós, de movimentos sociais, disputamos e disputaremos, pois a igualdade racial é crucial para a estruturação de uma sociedade livre!

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Por fim, desconfiemos ainda mais deste caso que está tão referendado nas telas da Rede Globo, com camiseta e garotos-propaganda. O povo não é bobo e sabemos que a mídia racista, machista e golpista busca construir a alienação através dos seus meios e figuras publicitárias, pois negam e subalternizam o negro na caracterização do povo brasileiro em toda a sua programação e a mulher negra, que é hipersexualizada, serve de fetiche folclórico para “gringo” ver. Comparar gente a macaco é legitimar o encarceramento em série que ocorre no Brasil, onde nós, negros periféricos, somos a maioria! Em que o acesso à justiça é negado ao conjunto da população negra e a criminalização desse povo faz parte do procedimento padrão para se instaurar a segurança pública deste país que, não por acaso, sempre se baseou no genocídio da juventude negra e pobre. Trabalho, educação, cultura e saúde são outras áreas onde estamos à margem, e se há um processo de reparação e ação afirmativa, como as cotas, a elite com consciência colonizada que sempre quer subir na vida se rebela, e preza por defender a meritocracia ao invés da democratização das oportunidades.

Por tudo isso, não existe simpatia ou bom humor que nos faça aceitar essa manobra racista de assumir que no Brasil (sede da Copa, não é?) só existam macacos. É muito oportunista e acima de tudo perigoso ceder ou se acomodar, pois esta campanha reforça o estereótipo que ganha uma proporção mundial. A igualdade e a liberdade se conquistam. Esse será o significado dos nossos protestos e ações, ao invés de assumir o lado do opressor. Lutaremos de punhos cerrados, unidos fortemente por justiça para mudar este jogo: as pretas e pretos no poder!

Por Suzany Ludimila, militante do Levante Popular da Juventude da Paraíba

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Salto e a Ditadura de 1964

2 abr

Salto e a Ditadura de 1964

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Admirável Direito Novo

18 mar

Admirável Direito Novo.

Haveria um paralelo entre o vazio do Direito e Política contemporâneos e a sociedade de condicionamento moral e social imaginada por Aldous Huxley? 

Por André Felipe Portugal*

“Oh, maravilha! Como há aqui seres encantadores! Como é bela a humanidade! Oh, admirável mundo novo!” [1]

Tomado pelo entusiasmo, o selvagem John, personagem de Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, descrevia o que esperava da sociedade fordista que, logo mais, viria a conhecer.

Na chegada à terra prometida, John se deparou com o condicionamento moral e social a que eram submetidos aqueles cidadãos. Não havia crenças, nem laços familiares. Também não havia livros. Não se lhes era permitido pensar (não que alguém o desejasse). O que havia era a explícita padronização (extinção) do sujeito, transformado em número e destinado unicamente a auxiliar o governo na manutenção da estabilidade social.

Não poderia ser diferente, aliás. Na medida em que, como em Gattaca, as pessoas eram fabricadas por procedimentos artificiais, a seleção social era previamente determinada. De um lado, fabricavam-se os Alfas; de outro, os defeituosos (Ípsilons), mas também relevantes na manutenção daquele status quo. Do mesmo modo, o autoritarismo estatal, quando influenciava o inconsciente dos cidadãos, seja através de ações explícitas, como na proibição de livros perigosos (Shakespeare, por exemplo), seja através de procedimentos implícitos, como a técnica da hipnopedia, pela qual lhes eram constantemente impregnadas frases prontas e distribuídas diariamente largas quantias de soma [2], lograva êxito em sua tarefa de banir o surgimento de qualquer pensamento crítico.

Se “não há estabilidade social sem estabilidade individual”; “setenta e duas mil repetições fazem uma verdade”; “quando o indivíduo sente, a comunidade treme”; “civilização é esterilização” e “um grama de soma vale mais do que o mal que se proclama” [3], a democracia, em seu sentido correto, evidentemente não existe.

Tempos depois da desilusão, porquanto se tratava de uma sociedade explicitamente padronizada, desprovida de pensamento e de qualquer senso da realidade (optava por abandoná-la, em troca do prazer), o selvagem “despertou novamente para a realidade exterior, olhou em torno de si, reconheceu o que estava vendo – reconheceu, com uma desalentadora sensação de horror e repugnância, o delírio incessantemente renovado de seus dias e suas noites, o pesadelo da pululante mesmice indistinguível. (…) Estacou, circunvagou os olhos aturdidos e horrorizados pela multidão vestida de cáqui no meio da qual se achava, com sua cabeça sobressaindo acima dela. ‘Como há aqui seres encantadores!’ As palavras cantantes vergastaram-no com seu sarcasmo. ‘Como é bela a humanidade! Oh! Admirável mundo novo…!’”

A despeito de a obra de Huxley ter sido escrita em 1932, sua atualidade é manifesta. Deste modo, parece interessante tentar, de modo fictício, analisar qual seria a reação de John, o selvagem, ao pisar na sociedade atual, mormente a brasileira.

Com efeito, nosso Admirável Mundo Novo, de modo algum adequa-se às expectativas que levaram o personagem à comunidade fordista. Vejamos.

Ainda que inexista a expressa censura a obras de conteúdo perigoso, não há como negar a doutrinação implícita das massas. Como no fordismo, busca-se condicionar as pessoas a aceitarem e se sentirem felizes com o destino ao qual estão inexoravelmente vinculadas, principalmente em decorrência das condições sociais.

Com isto, é atingida a mesma situação de ausência de pensamento crítico e senso de realidade. As frases prontas, principalmente nas searas política e jurídica, na medida em que adentram o inconsciente da população, tornam-se obstáculos a qualquer manifestação que possa abalar o establishment. Chega-se a um caminho semelhante à novilíngua, de Orwell [4], caracterizada pela redução quantitativa da linguagem, pelo Grande Irmão, com vistas à redução das condições de possibilidade de pensamento dos cidadãos. Neste caso, é verdade, o procedimento ocorre de modo não tão expresso.

Não existindo vontade de pensar (algo semelhante à síndrome do intelecto preguiçoso, de que fala Saramago [5]), opta-se por métodos mais fáceis e convenientes de apreensão de informações. E, como se ressaltou, o Direito não se vê livre disto. Pelo contrário, tem sido cada vez mais notória a influência deste imaginário no âmbito jurídico, cada vez mais visto pelos estudantes exclusivamente por seu aspecto pragmático. Ao invés de estudos aprofundados a partir de obras de fato teóricas, opta-se pelo caminho menos complexo, encontrado naquelas cuja leitura não exige qualquer reflexão crítica. Neste sentido, faça-se alguma justiça aos alunos: o sistema lhes exige (apenas) isso.

O Direito, como a política, deve ser visto como instrumento de transformação da realidade social. Se, no entanto, ambos se veem embalados por esta onda de ausência de pensamento, torna-se difícil superar a manipulação, tanto mais em um sistema no qual a exclusão é o pressuposto de sua eficiência. Assim, “bandido bom” sempre será “bandido morto”, o Estado sempre será um mal, direitos fundamentais serão garantidos somente “para quem os merece” e os juízes sempre decidirão “conforme sua consciência”. Processo para quê, se “há casos em que a sentença já está escrita antes do crime”? [6].

Como em Huxley (e Orwell), a democracia sucumbe. O ser humano não é visto como tal, mas como número. Como em Hannah Arendt, o mal é banalizado [6]. Como em Saramago, a cegueira branca toma conta da sociedade, as pessoas perdem os olhos e não mais veem uns aos outros [7].

Diante de tais constatações, John, ironicamente, afirmaria: “Oh, maravilha! Como há aqui seres encantadores! Como é bela a humanidade! Oh, admirável mundo novo!”.

E se perguntaria, logo após: quando é que tornaremos a ter olhos?

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