Antologia Social Contemporânea

17 maio

Prólogo

Há um crime ocorrendo neste exato momento que não será perdoado por aqueles que ainda viverão, esta grave violação da ordem moral, tem se dado o nome de exploração do capital, onde a produção em massa tem levado à um empobrecimento racional da vida na terra.

Poucos teóricos dão enfase ao estudo do emprego como forma de integração social dos indivíduos onde nelas habitam. A industrialização nada mais é do que o emburrecimento do povo. A movimentação dos elementos tendo que locomover-se para doar suas horas de trabalho em troca de alimentos é uma domesticação tolerada pelas massas desinstruídas.

A maquina aristocrática tomou o poder quando os Bárbaros ainda se miscigenava junto aos autóctones. Existe um tema que precisa ser abordado urgentemente enquanto existe pensadores circulando pela Terra, este esboço textual não vem apresentado como um meio de atingir um fim, embora discorra de um presente momento para um futuro incerto e pouco duvidoso.

Em nossa conjuntura, temos investido pesadamente sobre o modelo hierárquico de decisões impróprias e sem cálculos, uma absorta abordagem dedicadas a criação do homem pelas maquinas e outros apetrechos que poderiam ser usadas em prol da harmoniosa combinação de vida e estudos, mas que ao contrário vem se tornado um meio de controle gerando cada vez mais problemas tão complexos, que nos trazem a deixar as decisões de nosso habitat vivant entregues às mãos de um Pontius Pilatus qualquer, as pessoas não poderão desligar as máquinas, porque elas estarão tão dependentes destas que desligá-las traduzir-se-ia em suicídio.

Somente as massa popular unida detém o controle de reter o poderio umperial, a obscura elite detentora do poderio sistêmico assegura que as pessoas insatisfeitas sejam sujeitas a “tratamento” para curar o seu “problema”. E assim nos tornamos animais doméstico para os “riquinhos” abastardados.

Emprego, o trabalho escravo legalizado.

O futuro do emprego num mundo globalizado, informatizado e automatizado, tem se tornado um problema gigantesco. As questões do emprego interessam à maioria das pessoas, salvo algumas exceções. Desde os anos meados de 1980, é impressionante como o número desempregados aumentou em todo o planeta. Países que se orgulhavam de ter índices baixíssimos de desemprego, defrontam-se, hoje com taxas de 5% de desempregados. Em alguns países, esse índice chega a ser de 20% e com tendência de aumentar.

A que se deve tal situação? Seria esse desemprego em massa e global algo passageiro? E se não for algo passageiro, haveria alguma forma de deter o processo do desemprego? Haverá empregos no futuro? Tentar responder a essas questões não é uma tarefa fácil. Não acreditamos que hajam soluções fáceis para o desemprego.

Neste momento vamos tentar entender alguns dos processos que regem a forma como são criados e destruídos os empregos, entender o que é um emprego. Infelizmente os meios eletrônicos e computacionais estão impulsionando essa onda de desemprego no fim do século XX, mas são apenas alguns dos fatores, que estão influenciando a crise de emprego.

Diferenciando um do outro

A maioria das pessoas associa as palavras trabalho e emprego como se fossem a mesma coisa, não são. Apesar de estarem ligadas, essas palavras possuem significados diferentes. O trabalho é mais antigo que o emprego, o trabalho existe desde o momento que o homem começou a transformar a natureza e o ambiente ao seu redor, desde o momento que o homem começou a fazer utensílios e ferramentas. Por outro lado, o emprego é algo recente na história da humanidade. O emprego é um conceito que surgiu por volta da Revolução Industrial, é uma relação entre homens que vendem sua força de trabalho por algum valor, alguma remuneração, e homens que compram essa força de trabalho pagando algo em troca, algo como um salário, comida, moradia.

O trabalho através dos tempos

Ao longo da história da humanidade, o trabalho tem sido percebido de forma diferenciada por seus compartilhantes. Quando dizemos que fulano é um carpinteiro, ciclano um médico ou um mecânico, estamos, de certa forma, definindo um ser a partir do trabalho que ele exerce, sua função perante a sociedade.

A necessidade de se abrigar do frio, da chuva, etc. determina uma necessidade de trabalhar para criar ou encontrar tal local. O avanço da agricultura, de seus instrumentos e ferramentas trouxe progressos ao trabalho, de modo que ele poderia fazer com menos tempo e mais eficaz. Um pouco mais tarde, a Apropriação Industrial viria a afetar também não só o valor e as formas de trabalho, como sua organização e até o aparecimento de políticas sociais voltados ao problema criado pela sublevação. A necessidade de organizar o trabalho, principalmente quando envolve muitas pessoas e ou muitos instrumentos e muitos processos, criou a idéia do que é o tal do “emprego”.

Três civilizações mais influentes da época passada influenciaram o ‘Ocidente’ com sociedades escravistas: a egípcia, a grega e a romana. Onde todo o trabalho era feito por escravos. Havia artesãos, mas estes não tinham patrões definidos, tinham clientes que pagavam por seus serviços. Os artesãos poderiam ser comparados aos profissionais liberais de hoje, já que trabalhavam por conta própria sem ter patrões. Para os artesãos não existe a relação empregador-empregado, portanto não podemos falar que o artesão tinha um emprego, apesar de ter uma profissão.

Na Sociedade Feudal haviam vários familiares vendiam uma pequena produção artesanal, os membros da família trabalhavam juntos para vender produtos nos mercados; não podemos falar de emprego nesse caso. Havia nessa época oficinas com muitos aprendizes que recebiam moradia e alimentação em troca e, ocasionalmente, alguns trocados. Começa a se esboçar o conceito de emprego.

O trabalho não é essencial para o funcionamento das sociedades. O trabalho é responsável pela produção de alimentos e outros produtos utilizados por tal sociedade. O conceito, a classificação e o valor atribuído ao trabalho são sempre questões culturais. Cada sociedade cria um conceito próprio, divide o trabalho em certas categorias e atribui-lhe um determinado valor. Quando essas condições se alteram, o trabalho também se altera, seja pela forma como se realiza (manual, mecânico, elétrico, eletrônico, sonoro, magnético, etc.), seja pelos instrumentos-padrão que utiliza e assim por diante. Da mesma forma, a sociedade e seus agentes também variam na forma como organizam, interpretam e valorizam o trabalho.

A forma como uma sociedade decide quem vai organizar o trabalho e quem o realizará; e a forma como o produto, gerado pelo trabalho é atribuído o conceito de riqueza. Fica claro que compreender o trabalho é um fator moldante na sociedade e está em um processo de mudança constante, e é influenciado e influenciará as mudanças e a sociedade.

Formação Industrial

Primeira Era Industrial:

Na Primeira Revolução Industrial, a energia movida a vapor foi usada para a extração de minério, na indústria têxtil e na fabricação de uma grande variedade de itens que anteriormente eram feitos à mão. O navio a vapor substituiu a escuna e a locomotiva a vapor substituiu os vagões puxados a cavalo, acelerando significativamente o processo de transporte de matérias-primas. São as primeiras grandes substituições da força física pelos apetrechos maquinarios.

Segunda Era Industrial:

Ocorreu entre 1860 e a I Guerra Mundial. O petróleo começou a competir com o carvão e a eletricidade foi utilizada pela primeira vez, criando uma nova forma de iluminar as cidades e proporcionar comunicação instantânea entre as pessoas. A exemplo da revolução do vapor , o petróleo a eletricidade, as invenções que os acompanharam a atividade econômica do homem para a máquina.

Terceira Era Industrial:

Surgiu imediatamente após a II Guerra Mundial, robôs com controle numérico, computadores e softwares avançados estão invadindo a última esfera humana – os domínios da mente. Adequadamente programadas, estas novas “máquinas inteligentes” são capazes de realizar funções conceituais, gerenciais e administrativas e de coordenar o fluxo da produção, desde a extração da matéria-prima ao marketing e à distribuição do produto final e de serviços.

Reengenharia Reversa

Admite-se a partir de agora em diante, de que antes da domesticação, antes da invenção da agricultura, a existência humana passava essencialmente no ócio, que descansava na intimidade com a natureza, sobre uma sabedoria sensual, fonte de igualdade entre sexos e de boa saúde corporal. Isso foi nossa natureza humana, por durante aproximadamente dois milhões de anos, antes de nossa submissão aos sacerdotes, reis e patrões.

Recentemente se fez outra revelação surpreendente, ligada à primeira e dando-lhe outra amplitude, que mostra quem fomos e o que nós poderíamos ser. O principal motivo de rejeição às novas descrições da vida dos caçadores-recolhedores consiste, em considerar este modo de vida com condescência, como o máximo a que podia chegar a espécie nos primeiros estágios de sua evolução. Assim, os que ainda propagam esta visão consideram que teria um longo período de graça e de existência pacífica, mas dizem que os humanos simplesmente não tinham a capacidade mental para mudar sua simplicidade por complexidade social e realização tecnológica.

Em um golpe fundamental à civilização, agora aprendemos que não só foi a vida das pessoas uma vez, e para tão muito tempo, um estado que não sabia a alienação ou a dominação, aqueles seres humanos possuíram uma inteligência pelo menos igual a nossa própria. A antiga tese da “ignorância” foi apagada de uma vez, e nós contemplamos nossas origens com uma luz nova.

Com a finalidade de colocar a questão de nossa capacidade mental em seu contexto, é útil rever as diversas interpretações (com freqüência carregadas de ideologia) das origens e do desenvolvimento da humanidade. Felizmente, um panorama muito mais plausível acabou por emergir, correspondendo a um conhecimento geral da vida. O compartilhar e repartir alimentos foram finalmente considerados como um aspecto importante na vida das primeiras sociedades humanas, isso foi um dos elementos chave no acesso ao estágio de Homo ao menos há dois milhões de anos. Esta teoria avançada de cooperação, acabou por ser a dominante. Um dos elementos convincentes a favor da tese da cooperação, vai contra a violência generalizada.

A divisão do trabalho é outra questão fundamental nos princípios da humanidade, é aceita quase sem discussão e inclusive expressada pela ordem mesmo da expressão caçadores recolhedores. Atualmente se admite que a coleta de alimentos vegetais, que durante muito tempo se considerou um domínio, parece provável que, ao invés de toda divisão do trabalho, a flexibilidade e a partilha era a regra. A condição “natural” da espécie é evidentemente a de uma dieta formada em grande parte por alimentos vegetais ricos em fibra, ao contrário da alimentação moderna de alto conteúdo em matérias gordurosas e proteínas animais com sua seqüela de desordens crônicas. Nossos primeiros antepassados utilizavam “seu conhecimento detalhado do meio, numa espécie de cartografia cognitiva” na atividade de coletar as plantas que serviam a sua subsistência, as evidências arqueológicas da existência de caça não aparecem senão muito lentamente ao longo do tempo.

O uso do fogo se origina a quase dois milhões de anos, e poderia ter aparecido antes, se não fosse pelas condições tropicais reinantes na Grande Ilha dos inícios da humanidade. O domínio do fogo permitia incendiar as grutas para eliminar os insetos e esquentar o solo, elementos de luxo e conforto que aparecem cedo no Paleolítico. Assim alguns arqueólogos consideram que todos os humanos anteriores ao Homo sapiens, os quais a aparição oficial se remonta ao menos há 300.000 anos, são consideravelmente mais primitivos do que nós, “homens completos”.

Durante o vasto período do Paleolítico, houve notavelmente poucas modificações na tecnologia, a inovação, “ao longo de dois milhões de anos e meio, medida pela evolução do instrumento de pedra é praticamente nula”. Visto à luz do que agora sabemos da
inteligência pré-histórica, esta ‘estagnação’ é especialmente desanimadora para muitos especialistas das ciências sociais. “É difícil
compreender um desenvolvimento de uma tal lentidão”. Ao invés, a mim, parece muito plausível, que a inteligência, a consciência da riqueza que proporciona a existência do caçador-coletor, seja a razão da marcada ausência de “progresso”. Parece evidente que a espécie tem, deliberadamente, recusado a divisão do trabalho, a domesticação e a cultura simbólica até uma data recente.

O pensamento contemporâneo, em sua encarnação pós-moderna, gostaria de excluir a realidade numa divisão entre natureza e cultura; entretanto, dada a capacidade de juízo dos seres humanos antes da chegada da civilização, talvez seja mais exato dizer que, basicamente, durante um tempo muito longo escolheu-se a natureza em detrimento da cultura. É igualmente popular ver todo gesto ou objeto humano como simbólico, uma posição que é, em geral, a parte negativa de uma natureza contra a distinção de cultura. Mas é da cultura como a manipulação de formas simbólicas básicas de que tratamos aqui. Parece-me igualmente claro que nem o tempo reificado, nem a linguagem escrita, com certeza, nem provavelmente a linguagem falada, nem nenhuma outra forma de contabilidade ou arte tinham tido um lugar na vida humana pré-histórica – apesar de uma inteligência capaz de inventá-los.

A vida não reprimida não se situa num tempo histórico.

O agravamento da situação para a biosfera, a sociedade, e o indivíduo – a crise em todos os níveis – é o mais forte ímpeto para o repensar de tantas velhas suposições triviais e instituições. Divisão do trabalho, domesticação, até mesmo os componentes de nossa cultura simbólica e a própria civilização – tudo isso agora encontra-se com pontos de interrogação. Quando a negação começar a desabar, nós bem que poderemos ver um desafio à ordem existente.

O Ápice das massas

O alfabetismo no Brasil, ainda não atingiu sua parcela total completada, embora algumas massas tenha se consilidado como um novo grupo, neste País em que os analfabetos constituem a metade da população e são a maioria dos pauperizados por um sistema social marcado pela desigualdade e pela opressão. Não nos referimos à sua proposição definitiva e acabada, pois é do estilo deste  pensamento unido à prática encontrar-se em constante reformulação e desenvolvimento. Eis aí um princípio essencial: a alfabetização e a conscientização jamais se separam.

Nosso objetivo aqui não é propriamente o de efetuar uma descrição minuciosa do método de ensino, mas chamar a atenção para alguns temas de significação sociológica e política. O ponto de partida para o trabalho no círculo de cultura está em assumir a liberdade e a crítica como o modo de ser do homem. O que fundamentalmente importa é que estes homens particulares e concretos se reconheçam a si próprio.  As dimensões do sentido e da prática humana encontram-se solidárias em seus fundamentos.

Conscientizar não significa, de nenhum modo, ideologizar ou propor palavras de ordem. Se a conscientização abre caminho à expressão das insatisfações sociais é porque estas são componentes reais de uma situação de opressão; se a conscientização das classes populares significa radicalização política é simplesmente porque as classes populares são radicais, ainda mesmo quando não o saibam. Os grupos reacionários confundiram a educação e a política de modo sistemático em suas acusações. Isto era
esperado. A conscientização das massas, ainda quando não pudesse definir por si própria uma política popular autônoma, aparecia-lhes com todos os sinais de uma perigosa estratégia de subversão. O que em realidade poderia causar espanto era constatar a incapacidade das forças interessadas na mobilização popular em  perceber e tirar todas as conseqüências das implicações da conscientização para a ação.

O Brasil de 1960 é, sem dúvida, muito diferente do Brasil de 1920, mas muito desta ideologia tradicional permanece. Hoje não é por certo legítimo falar da oligarquia nos mesmos termos daquela época em que começaram as agitações e insurreições que abriram caminho à revolução de 30. Estes movimentos de classe média, associados com os setores descontentes da própria oligarquia, assinalaram a abertura de um longo processo de transformações que  abalou, em conjunto, as estruturas do Estado e da economia. De um ponto de vista histórico-estrutural, poderia dizer-se que aí começou a crise de reestruturação — de uma sociedade capitalista dependente dedicada à produção agrícola para a exportação.

São transformações relevantes, por certo, mas convém não superestimar sua significação real. Diz muito sobre seu alcance esta divisa de um dos setores oligárquicos que participa do movimento de 30, divisa expressiva e esclarecedora sobre o comportamento das elites: “Façamos a revolução antes que o povo a faça”. O regime oligárquico se desestrutura a partir de 1930
mas isto não quer dizer, de modo algum, que a oligarquia tenha perdido completamente o controle do status quo.

A economia continua baseada, em larga medida, na grande propriedade da terra e nos produtos de exportação, e o poder local e regional dos grandes latifundiários é ainda hoje uma das bases decisivas de sustentação do poder nacional. Acelera-se a urbanização e a industrialização, mas até 1950 perto de metade da população vive no campo e a industrialização jamais pôde sair de uma condição complementar em relação à produção agrária para a exportação. A nova burguesia industrial cresce em importância, mas não conseguiu afirmar-se com  autonomia perante o capital agrário e bancário e, posteriormente, perante o capital estrangeiro.

Ficam aí rapidamente esboçadas algumas linhas estruturais desta etapa histórica que se constituiu no principal campo da reflexão e da prática.

Citações

* http://planetsave.com/2008/09/11/eco-terrorism-legitimized-by-british-court/ – acesso em 16-05-2012

Referências

http://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac333/projetos/fim-dos-empregos/ – acesso em 01-05-2012

Livros

Jhon Zerzan, Futuro Primitivo

Manuel Castells, A Sociedade em Rede

Paulo Freira, A Educação Como Prática da Liberdade

 

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