O Programa Livre e O Código Aberto

21 maio

Recentemente, recebi de alguns amigos pedidos, para que eu distingui-se um do outro. Não creio que caiba em pouca palavras diferencia-los, eles são tão próximos que são as vezes usado como sinônimos. Vamos rever a trajetória de ambos e como surgiram os temas.

O que são Softwares?

Aquilo que chutamos é o hardware, então os programas são a parte virtual do computador, são os aplicativos, um programinha para mover, ler um texto, criar pastas, uma calculadora, são exemplos de aplicativos muito comum entre os computadores.

Para criar um programa é preciso escrever um código, e esse código é como se fosse a receita de um bolo, ele dá os passos para gerar, um bolo, no caso do bolo, é o resultado do código. Os códigos são escritos de diversas maneiras, dentre elas o texto puro, por exemplo:

echo oi

Códigos e mais símbolos

Neste nosso exemplo criamos um programas que escreve na tela “oi”. Lógico que programas mais complexos exigem códigos dentro de códigos.

Podemos dizer que os softwares possuem duas faces, uma é a linguagem binaria lida pela maquina, e a outra a do programador que é onde está escrito o código fonte.

Nos primórdios da computação, em meados dos anos setenta, a troca de códigos era comum, em geral eles trocavam código através de listas de comunicação.

Mas um dia, de repente, um programador resolve não permitir que seu programa fosse copiado, e então surge o chamado Software Proprietário, esses programas tinham códigos secretos, que limitavam também sua utilização. Mesmo comprando o Aplicativo, você só poderia usar em uma única maquina, se houvesse mais para instalar seria necessário comprar outra.

Nesta época muitos programadores se rebelaram contra a situação, dentre eles Richard Stallman, pois consideravam injusta essa situação.

Então eles começaram a escrever programas com código aberto. Sem restrição de cópia, de estudo ou modificação, e permitindo o uso para qualquer finalidade. Esses programas foram chamados de Softwares Livres. Então se você quiser copiar esses programas e entregar para outras pessoas, você é livre para tal.

Não é Unix

Diante desses dilemas, Richard Stallman iniciou um movimento que deu origem  em 1984 ao Projeto GNU, um “Sistema Operacional” Livre, e convidou outros programadores à participar.

Stallman criou uma licensa que foi apelidada de copyleft uma referência contrária ao copyright. Em uma tradução livre “Deixe copiar”. Nesta licença estão definidas as regras para um ‘Software Livre’.

0. Executar para qualquer fim
1. Estudar o programa
2. Redistribuir cópias
3. Aperfeiçoar e compartilhar

Essas regras são as guias por onde andam o software livre.

GNU é um acrônimo recursivo que quer dizer, GNU não é Unix.

http://www.gnu.org

Cerne, uma peça fundamental

Até 1990 o Projeto GNU tinha todos os softwares para um Sistema Operacional, mas estava faltando o quérneu, o núcleo central do computador.

Em 1991, o estudante Linus Torvalds, liberou a primeira versão do kernel linux. Os primeiros usuários uniram o projeto GNU com o núcleo do Torvalds, gerendo assim o GNU Linux. Os programas do Sistema Operacional GNU/Linux, foram licenciados pela Licença GPL, que garante o uso de software. Ela garante as quatro liberdades do software livre, e não permitem que elas sejam retiradas dos programas derivados, garantindo que sempre serão gerados programas livres através de software libres.

Quem pensaria mesmo há cinco anos atrás que um sistema operacional de classe mundial poderia surgir como que por mágica pelo tempo livre de milhares de colaboradores espalhados por todo o planeta, conectado somente pelos tênues cordões da Internet?

Fundação Código Aberto, sobre os ideais de programas livres

Em 1998, Eric Raymond foi um dos protagonistas, junto com Linus Torvalds, da criação da Open Source Initiative OSI, defendendo a adoção do software livre por razões técnicas e sugerindo o uso da expressão open source ao invés de free software, evitando a ambiguidade do termo free (que pode significar tanto livre quanto gratuito, na língua inglesa). Bruce Perens, um dos fundadores da OSI escreve manifesto The Open Source Definition, que compara as licenças da época. Ele considera que o Open Source (Código Aberto) se apoia no movimento do Software Livre criado por Richard Stallman.

Qualquer licença de software livre é também uma licença de código aberto (Open Source), a diferença entre as duas nomenclaturas reside essencialmente na sua apresentação. Enquanto a FSF usa o termo “Software Livre” envolta de um discurso baseado em questões éticas, direitos e liberdade, a OSI usa o termo “Código Aberto” sob um ponto de vista puramente técnico, evitando (propositadamente) questões éticas. Esta nomenclatura e discurso foram cunhados por Eric Raymond e outros fundadores da OSI com o objetivo de apresentar o software livre a empresas de uma forma mais comercial evitando o discurso ético.

Como a diferença entre os movimentos “Software Livre” e “Código Aberto” está apenas na argumentação em prol dos mesmos softwares, é comum que esses grupos se unam em diversas situações ou que sejam citados de uma forma agregadora através da sigla “FLOSS” (Free/Libre and Open Source Software).

http://opensource.org/

Guia de Definição do Código Aberto

Existe uma definição criada pelo projeto Debian que tornou-se a definição mais geral das garantias dos programas de código aberto.

Distribuição livre

A licença não deve restringir de nenhuma maneira a venda ou distribuição do programa gratuitamente, como componente de outro programa ou não.

Código fonte

O programa deve incluir seu código fonte e deve permitir a sua distribuição também na forma compilada. Se o programa não for distribuído com seu código fonte, deve haver algum meio de se obter o mesmo seja via rede ou com custo apenas de reprodução. O código deve ser legível e inteligível por qualquer programador.

Trabalhos Derivados

A licença deve permitir modificações e trabalhos derivados, e deve permitir que eles sejam distribuídos sobre os mesmos termos da licença original.

Integridade do autor do código fonte

A licença pode restringir o código fonte de ser distribuído em uma forma modificada apenas se a licença permitir a distribuição de arquivos patch (de atualização) com o código fonte para o propósito de modificar o programa no momento de sua construção. A licença deve explicitamente permitir a distribuição do programa construído a partir do código fonte modificado. Contudo, a licença pode ainda requerer que programas derivados tenham um nome ou número de versão diferentes do programa original.

Não discriminação contra pessoas ou grupos

A licença não pode ser discriminatória contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas.

Não discriminação contra áreas de atuação

A licença não deve restringir qualquer pessoa de usar o programa em um ramo específico de atuação.

Por exemplo, ela não deve proibir que o programa seja usado em um empresa, ou de ser usado para pesquisa genética.

Distribuição da Licença

Os direitos associados ao programa devem ser aplicáveis para todos aqueles cujo o programa é redistribuído, sem a necessidade da execução de uma licença adicional para estas partes.

Licença não específica a um produto

Os direitos associados ao programa não devem depender que o programa seja parte de uma distribuição específica de programas. Se o programa é extraído desta distribuição e usado ou distribuído dentro dos termos da licença do programa, todas as partes para quem o programa é redistribuído devem ter os mesmos direitos que aqueles que são garantidos em conjunção com a distribuição de programas original.

Licença não restrinja outros programas

A licença não pode colocar restrições em outros programas que são distribuídos juntos com o programa licenciado. Isto é, a licença não pode especificar que todos os programas distribuídos na mesma mídia de armazenamento sejam programas de código aberto.

Licença neutra em relação a tecnologia

Nenhuma cláusula da licença pode estabelecer uma tecnologia individual, estilo ou interface a ser aplicada no programa.

Proposta da Fundação Livre

Fundada em 1985 a Free Software Foundation é uma organização para promover mundialmente a liberdade do usuário de computador e para defender os direitos de todos os usuários de software livre.

Como a nossa sociedade se torna mais dependente de computadores, o software que corremos é de fundamental importância para assegurar o futuro de uma sociedade livre. O software livre é sobre ter controle sobre a tecnologia que usamos em nossas casas, escolas e empresas, onde os computadores trabalham para o nosso benefício individual e comunitária, e não para empresas de software proprietário ou governos que pretendam restringir e monitorar nós.

O apoio mais importante que você pode dar para o software livre é usar software livre no seu próprio computador e defensor dentro de sua empresa ou comunidade para que outros possam adotá-lo.

https://www.fsf.org/

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Falæ

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