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Nota

Compesa assina o maior contrato de PPP do Brasil

27 jun

Compesa assina o maior contrato de PPP do Brasil.

NOTA DE SOLIDARIEDADE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E REINVIDICAÇÃO DE JUSTIÇA PELA MORTE DOS COMPANHEIROS ACAMPADOS NA CHAPADA DO APODI/RN

9 maio

NOTA DE SOLIDARIEDADE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E REINVIDICAÇÃO DE

 

JUSTIÇA PELA MORTE DOS COMPANHEIROS ACAMPADOS NA CHAPADA DO

 

APODI/RN

 

Por nossos mortos, nem um minuto de silêncio.

Toda uma vida de luta!

Nós, movimentos sociais do campo e da cidade, igreja, sindicato e instituições que defendem a luta pela terra e pela justiça social e repudiam a terrível história de criminalização dos movimentos sociais, vimos, por meio dessa nota, manifestar nossos pesares e solidariedade ao Movimento das/os Trabalhadoras/es Rurais Sem Terra (MST) e às famílias dos companheiros de luta, que foram brutalmente assassinados nessa última terça (06), logo após ato das Jornadas de Luta do MST/RN.

 

Foi com grande consternação que recebemos a notícia dos assassinatos dos trabalhadores rurais e lutadores do MST, Francisco Lacy Gurgel Fernandes, mais conhecido como “Chacal”, e Francisco Alcivan Nunes de Paiva, conhecido como “Civan”. Na manhã do dia 06 de maio, as/os agricultoras/es sem terra do Acampamento Edivan Pinto em Apodi-RN, articularam um ato de paralisação do trânsito na BR-405, como forma de reivindicar ações efetivas para a reforma agrária popular na região e a paralisação das obras do Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi-RN, nomeado pelo povo como “Projeto da Morte”.

 

Os companheiros Chacal e Civan regressavam para sua cidade natal, no município de Itaú-RN, com o intuito de visitar seus familiares, logo após participarem do ato de paralisação da BR-405, quando foram vítimas de disparos e executados com tiros de armas de calibre 12 e 38. Esse acampamento do MST surgiu de uma articulação unitária dos movimentos sociais da região, há cerca de oito meses, se forjando na contraposição ao Projeto da Morte, capitaneado pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas – DNOCS, que consiste na desapropriação de 13.855 (treze mil oitocentos e cinquenta e cinco) hectares para a implementação de um projeto de fruticultura irrigada, sob o comando de quatro grandes empresas, deslocando de maneira forçada cerca de 6.000,00 (seis mil agricultores), que vivem em 30 comunidades na região há cerca de cinquenta anos; a reivindicação histórica por terra para centenas de famílias sem terra da região; e a disputa de projeto para o campo brasileiro. A implantação do projeto será o fator de desarticulação da experiência agroecológica, da agricultura camponesa familiar e da democratização da terra, ao priorizar a monocultura e a exploração de grandes extensões de terra, com grande utilização de agrotóxicos, causando diversos problemas aos recursos naturais e à vida humana, sendo assim bandeira nacional de luta e da unidade dos movimentos sociais.

 

Ainda nessa conjuntura, a história brasileira mostra um cenário de criminalização da luta e impunidade alarmantes, mas que não pode prosseguir escrita com sangue de trabalhadoras/es sem que justiça seja feita!

 

Desta forma, repudiamos a violência contra os companheiros Chacal e Alcivan, lutadores da terra na região do oeste potiguar. Exigimos o máximo empenho na apuração dos fatos, responsabilização rápida dos executores, além de ações efetivas e comprometidas com a Reforma Agrária Popular urgentemente e a paralisação imediata das obras do “Projeto da Morte”, para que a Chapada continue sendo fonte de vida e trabalho para as famílias que por ela lutam. Assim, nosso luto será luta!

 

Por justiça aos companheiros que tombaram na luta!

 

Vamos juntos ecoar mais um grito:

 

Pela Chapada do Apodi!

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Salto e a Ditadura de 1964

2 abr

Salto e a Ditadura de 1964

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Marchan en Olinalá demandan liberación de policías comunitarios, clama mujer que regresen los rondines al pueblo.

29 out

Marcha dos policiais comunitários

Sergio Ferrer

Olinalá, 27 de octubre. Cientos de personas entre niñas, mujeres, hombres, marcharon en la cabecera municipal para conmemorar el primer aniversario del levantamiento armado del pueblo olinalteco en contra de la delincuencia organizada que mantuvo barricadas durante casi una semana en las entradas del poblado, exigiendo la libertad de Nestora Salgado y comunitarios presos.

Al evento que incluyó una misa y un acto público en el zócalo, acudieron indígenas nahuas de Temalacatzingo y Tlatlauquitepec, me´phaa de Ayutla de los Libres, n, así como policías comunitarios de Huamuxtitlań, Ayutla de los Libres, Atlixtac, Tixtla.

Dentro del contingente desfiló Valentina Rosendo Cantú, mujer que denunció la violación y tortura que cometieron militares en su contra y cuyo caso al igual que el de Inés, fue llevado ante al Corte Interamericana de Derechos Humanos por Tlachinolla, fincando la Corte responsabilidad al Estado Mexicano.

Rosendo Cantú, comentó en breve entrevista que apoya…

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Redes virais: conexão sem infra-estrutura

4 fev
Trata-se de um novo conceito de construção de uma rede de comunicação sem infra-estrutura de comunicações. Essa rede vai usar cada computador nela conectado como hospedeiro e reprodutor do fluxo de comunicação.

A palavra vírus provoca imagens ou idéias de contaminação, multiplicação reprodução rápida e fulminante. Para a biologia, um vírus é um microorganismo que se multiplica usando a célula do seu hospedeiro. Na computação, o vírus é um programa malicioso que vem dentro de outro programa, que faz cópias de si mesmo e tenta se espalhar pelos demais computadores. No cenário dos negócios, o marketing viral é a propaganda boca a boca.

No mundo das redes, é cada vez mais forte a idéia da comunicação viral. Mas o que vem a ser uma rede viral? Trata-se de um novo conceito de construção de uma rede de comunicação sem uma infra-estrutura de comunicações. Uma rede que utilize cada computador nela conectado como hospedeiro e reprodutor do fluxo de comunicação. É uma revolução dentro da revolução informacional. É a rede caminhando no sentido da mais completa descentralização, não somente de sua parte lógica, mas também de seus elementos físicos.

A internet representou uma profunda mudança no paradigma das comunicações. Ela é logicamente descentralizada; ao contrário da TV, não depende de um centro emissor. Mas utiliza a infra-estrutura da telefonia para existir e trocar seus pacotes de dados, para conectar os computadores. Imagine, então, usar determinadas ondas de rádio para conectar diretamente um computador com outro. Pense em tirar os fios da internet e criar uma conexão de todos com todos, via wireless (sem fio, em inglês). Calma aí, vamos explicar melhor.

Comunicação viral é o conceito de um sistema de comunicação livre de infra-estrutura, em que os usuários fazem sua própria infra-estrutura. Essa forma de comunicação pode ter o mesmo nível de impacto que a internet teve sobre a comunicação conectada por redes de fios e fibras ópticas. A comunicação se dará como no caso da disseminação de um vírus. Tal como o vírus se prolifera contaminado a célula vizinha, a comunicação viral terá como o agente de propagação os computadores mais próximos. A máquina de seu vizinho servirá para fazer sua mensagem ser transmitida ao vizinho de seu vizinho e assim por diante até chegar ao destino.

Eu sou uma antena

Primeira implicação de um sistema viral é que ficamos livres da infra-estrutura de telefonia (a chamada de última milha) para conectar nossos computadores, palms e notebooks. Segunda, é que a rede viral está mais aberta às inovações, é mais flexível, exatamente por não estar baseada em nenhum sistema central. A terceira implicação está no fato de colocar a inteligência em cada nó da conexão, e não mais em um servidor instalado em um provedor. Ufa!

Criar redes descentralizadas, que não dependam de um ponto central, com a capacidade de se autoconfigurar de acordo com o número de máquinas nela penduradas, exigirá novos algoritmos que assegurem a continuidade do fluxo de informações, se um dos nós cair, ou seja, se desconectar. O algoritmo (conjunto de instruções embutidas em cada placa de comunicação da rede viral) deverá ser capaz de redirecionar a corrente de dados para outros nós. Se a máquina de seu vizinho à direita deu pau, a transmissão continuará através da máquina do vizinho da frente ou à esquerda. Como isso é possível?

Os equipamentos, computadores ou laptops conectados na rede passam a funcionar como aparelhos de retransmissão de informações; passam a trabalhar como pequenas antenas retransmissoras. Isso mesmo, retransmissoras de sinais. Com uma pequena placa inserida em cada computador, ele é transformado em uma pequena estação que roteia o fluxo de dados que estará passando por ele. Ou seja, além do computador receber e enviar dados conforme a vontade de quem o opera, ele também passará a garantir que os computadores vizinhos possam se comunicar utilizando-o como ponte de comunicação.

Agora pense em uma cidade com milhares de computadores. Quanto mais computadores e laptops existirem, menor será a distância entre eles e melhor será a comunicação. Sem fios ou cabos, os dados serão transmitidos por ondas captadas por cada computador, agora transformados em pequenas estações roteadoras de telecomunicações. Hoje, quanto mais pessoas usam uma linha ADSL, menor a velocidade de transmissão dos pacotes de dados. Existe uma redução da velocidade à medida que mais pessoas forem se conectandona rede. Cada novo computador conectado congestiona a rede tradicional.

Quanto mais, melhor.

Ocorrerá exatamente o contrário no caso da arquitetura das redes virais ou ad hoc (feitas com essa finalidade). Quanto mais máquinas funcionando em uma área, mais caminhos para as informações se propagarem, evitarem congestionamentos e chegarem mais rapidamente ao seu destino. A rede viral é uma rede solidária que fica melhor, quando mais máquinas compartilham sua conectividade.

Um dos principais pensadores da comunicação viral é Andrew Lippman, pesquisador e professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Um dos grandes entusiastas o laptop de US$ 100. Milhões de crianças com laptops contendo placa apropriada para comunicação viral vão representar uma enorme massa de computadores-retransmissores necessários a viabilizar, em todas as cidades, a comunicação viral. Sem gastar um centavo de conta telefônica.

A rede viral tem uma topologia mesh. Em redes de comunicação, o termo topologia indica a descrição do arranjo da rede, o desenho como seus nós estão conectados. Quando todos os nós possuem linhas de conexão com um nó central, chamados essa topologia de estrela. Quando os nós se conectam entre si, temos uma topologia mesh. A rede mesh também pode ser feita com a colocação de centenas de antenas com capacidade de conectar entre 30 a 60 computadores cada. Mas também pode ser uma rede ad hoc, ou seja, permite a conexão entre os equipamentos sem fio, sem a necessidade de ponto de acesso.

O futuro da comunicação viral, completamente descentralizada e de baixo custo, coloca instigantes possibilidades para a educação, para a diversidade cultural e para o comércio. Certamente, reordenará a telefonia, pois a voz sobre IP poderá usar a rede mesh para se consolidar, bem como a TV sobre IP poderá viabilizar inúmeros canais de programação e maior diversidade cultural. Outros desafios surgirão, mas a comunicação viral democratiza intensamente a comunicação mediada por computador, desde que as pessoas tenham acesso a um computador. A luta pela inclusão digital é uma corrida contra o tempo, para impedir que nossa sociedade e nossas comunidades fiquem fora da sociedade do conhecimento. Temos pressa.

Sergio Amadeu da Silveira

publicado originalmente na Revista A Rede, edição n° 13 de abril de 2006

http://web.media.mit.edu/~lip/ – Página de Andrew Lippman, com informações valiosas e esclarecedoras sobre a comunicação viral. Mas em inglês.

Original em http://samadeu.blogspot.com.br/2006/08/redes-virais-conexo-sem-infra.html

Evo Morales é o primeiro líder mundial a falar sobre o 21/12/12 | Real News

30 nov

Evo Morales é o primeiro líder mundial a falar sobre o 21/12/12 | Real News

O Futuro é a Liberdade

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22 jun

ENESSO

Por Sargento Amauri Soares²

Os meios de comunicação têm propalado casos e casos de corrupção, de forma que tem se tornado idéia comum em nossa sociedade a afirmação de que “o problema do Brasil é a corrupção dos políticos”. Evidente que este é um problema, e em nenhuma hipótese queremos justificar qualquer desvio de conduta dos chamados “homens públicos”. Os casos atuais envolvendo partidos e lideranças que outrora estiveram no campo de esquerda é ainda mais preocupante, por algumas razões: como a massa do povo ainda os considera de esquerda, isso solidifica a idéia de que “são todos iguais, basta terem a oportunidade”; indica o grau de comprometimento destas forças com os meandros do fazer política das velhas elites governantes; já nada os diferencia das velhas oligarquias.

Essa idéia de que o problema central é a corrupção tem servido, para além de tudo que a corrupção tem de nefasto em…

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Chico Mendes – Cartas da Floresta

17 jun

Acordo global da Eco 92 pode ser quebrado na Rio+20

12 jun

“Acordo global da Eco 92 pode ser quebrado na Rio+20”, afirma Via Campesina

Publicado em sex, 01/06/2012 – 13:21

Por José Coutinho Júnior, da Página do MST

Para Marcelo Durão, da coordenação da Via Campesina Brasil, não há grandes esperanças de que a Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, consiga propor soluções reais para a crise ambiental que presenciamos hoje.

Cético em relação a conferência oficial, Durão afirma que o agronegócio sairá fortalecido da Rio+20, já que a cúpula propõe as chamadas “falsas soluções”, que vão apenas “dar uma roupagem verde ao capitalismo”. Confira abaixo a entrevista.


O que a Via campesina espera da Rio+20?

Estamos com uma descrença na conferência, pois os acordos que podem sair de lá vão ter um caráter bilateral entre os chefes de estados e as grandes corporações. Por mais que se esteja construindo um evento com uma cara ambiental, as questões principais que serão debatidas também passam pela esfera social, política e econômica. E essas esferas têm suas linhas políticas dadas em outros espaços de decisão, como o G-20, Davos e as reuniões da OMC (Organização Mundial do Comércio), que de certa forma direcionam os acordos da Rio+20.

Os acordos da Conferência vão ter um caráter de liberalização dos acordos coletivos feitos na ECO-92, que faziam uma cobrança coletiva da preservação ambiental em relação aos chefes de Estados do mundo. A ideia é que se flexibilize esses acordos para que cada país cuide agora do seu meio ambiente como lhe couber, construindo sua relação de preservação, de limites de desenvolvimento.

Ou seja, os acordos vêm no sentido de dar aos países essa liberdade para fazer esse controle político, ambiental e até mesmo econômico sobre a questão da natureza e do meio ambiente. Esses tratados e acordos coletivos que temos a nível global podem ser quebrados na Rio+20. Até porque em 20 anos nunca se conseguiu que esses acordos fossem efetivamente cumpridos por todos os países.

Uma das críticas a Rio+20 é que ela está voltada para os interesses das corporações. Por que na construção dessa conferência se adotou este caráter?

O que forçou isso foi a crise econômica de 2008. Órgãos internacionais, como a OMC, a FAO e o Banco Mundial lançaram estudos apontando a mudança do clima e que deveríamos repensar nosso modo de viver. Só que em vez de pensar essas questões concretas sob uma nova forma de desenvolvimento, repensando o modelo econômico e a velocidade de desenvolvimento, apresentou-se alternativas nas quais as corporações são a solução.

À nível global, existe uma diferença entre o dinheiro real e o fictício, então há uma tentativa de aumentar os ganhos dessas grandes empresas. E o viés ambiental se torna uma fonte de renda, por meio de falsas soluções para o meio ambiente, como a Redução por Emissão de Desmatamento (RED)

 

Essas alternativas só aumentam o acúmulo de capital e concentração da riqueza por parte dessas corporações. Como essas organizações internacionais colocam como solução da crise ambiental a saída pelo mercado, a sociedade civil está de fora da Rio+20.

A discussão sobre a preservação do meio ambiente ganhou mais força com a divulgação de estudos que apontaram o aquecimento global. Quais as propostas da Via Campesina para enfrentar o aquecimento global?

A Via Campesina vem dizendo a muito tempo: o que esfria o clima é a agricultura familiar. A relação que a agricultura familiar tem com a natureza, aliada à implantação do modelo de agroecologia e da Reforma Agrária são questões centrais. Mas não só no Brasil mas também fora, são muito difíceis de serem aceitas pelos governos por baterem de frente com a lógica e o modelo econômico hegemônico.

Mas essa pauta traz condições ambientais mais significativas no sentido da proteção ambiental, de outra relação com a natureza que não seja apenas mercadológica, além da diminuição da poluição, do desmatamento e o fim do uso de agrotóxicos. Nós acreditamos que a agricultura camponesa esfria o planeta. Então, deve se potencializar esse modelo para sair da crise ambiental.

A Via Campesina denuncia que empresas transnacionais e o capital financeiro tem hegemonia sobre a agricultura.

O modelo econômico em que vivemos fortalece muito os grupos financeiros e as transnacionais. A produção agrícola é transformada em commoditie, dentro do sistema financeiro. Nosso enfrentamento é contra esse modelo. Temos de pautar a luta contra o agronegócio, contra os agrotóxicos, construir e difundir a agroecologia como alternativa e mostrar, por meio de ações diretas para a sociedade, que esse modelo polui, degrada e afeta comunidades.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou que “todos os países do mundo devem nacionalizar os seus recursos naturais”, pois o controle dos povos sobre a natureza é fundamental para erradicar a pobreza. O que os Estados precisam fazer para retomar o poder sobre seus recursos naturais?

O que a gente percebe é que a relação dos grupos financeiros com as transnacionais afeta a soberania dos povos e dos países na questão do território. Cada vez mais essas corporações têm força para fazer com que a soberania das nações, dos povos e dos Estados sejam fragilizadas.

No Rio, por exemplo, o governo do estado está desapropriando a pequena agricultura na região Norte e está entregando a terra na mão da OGX, do Eike Batista. Esse poder é tanto que o estado age a serviço dessas grandes corporações. Há uma necessidade dos estados e dos movimentos pressionarem para que essa soberania se fortaleça.

Haverá alguma discussão sobre as sementes terminator (que não se reproduzem) na Rio+20? Qual a posição da Via Campesina em relação ao tema?

A proposta da Via é que se mantenha o embargo, que foi importante no mundo inteiro para que essa tecnologia não progrida. Esse debate ronda de novo, com alguns atores brasileiros se movimentando para acabar com o embargo. A Via se posiciona novamente para que se mantenha o embargo em relação às terminator e às sementes transgênicas.

A Via Campesina denuncia o avanço predatório do agronegócio, com seu pacote tecnológico de sementes e agrotóxicos. Essa questão será debatida na Rio+20? 

Os debates da conferência têm a intenção de fortalecer este modelo econômico para o campo. Todas essas articulações, como mecanismos de desenvolvimento limpos e a questão da economia verde serão fortalecidas na Rio+20, o que vai afetar a soberania dos povos e das nações, pois se almeja apenas uma manutenção do capitalismo, sem questionar seu funcionamento.

As políticas que vão ser debatidas para o campo na Rio+20 fortalecem o agronegócio e enfraquecem os posicionamentos dos povos tradicionais. A disputa principal que vai se dar é pelo controle dos territórios, entendendo “território” como tudo: terra, água, minérios, florestas, o povo, a capacidade de produzir alimentos.

A Rio+20 espera criar um novo paradigma de desenvolvimento, por meio da “economia verde”. Como a Via Campesina vê esse conceito?

Na verdade, não existe um novo modelo: é o mau e velho capitalismo, travestido de verde. A economia verde é uma falácia, porque não existe “capitalismo verde”. O que se apresenta são falsas soluções de mercado para a crise ambiental. Essas falsas soluções vão potencializar os lucros das grandes corporações, empresas e bancos.

“Economia verde” nunca existiu, mas é uma nova roupagem para o capitalismo ser melhor aceito na sociedade. Mas é o mesmo sistema, que agora reconfigura e avança para cima da sociedade e dos povos tradicionais. Esses mecanismos servem apenas para aumentar a acumulação de capital.

Qual a proposta de desenvolvimento da Via Campesina?

Nossa proposta é ter a presença massiva dos povos nas decisões econômicas e na própria construção da economia, o que é muito difícil no período atual. Há também a necessidade de ter outros parâmetros além do PIB (Produto Interno Bruto), que é puramente econômico, para pautar o crescimento das sociedades. Enquanto estivermos pautados apenas no ganho de dinheiro como forma de desenvolvimento social, a gente está com uma proposta ruim.

Não é possível avaliar o desenvolvimento de uma comunidade sem levar em conta habitação, Reforma Agrária, produção de alimentos saudáveis, escolaridade, saúde, saneamento, mas hoje isso tudo não é levado em conta.

Avaliar uma sociedade pelo PIB é impreciso, pois muitos podem ganhar pouco e poucos podem ganhar muito. O crescimento do PIB mascara a realidade social. Então devemos pensar nos modelos de desenvolvimento que temos e pautar o desenvolvimento principalmente pelas condições sociais.

Por que se criou a Cúpula dos Povos?

A Cúpula dos Povos surgiu quando organizações da sociedade civil, como ONGs e movimentos sociais, perceberam a dificuldade de ter um debate na Rio+20 que abordasse um viés mais social para as crises que vivemos hoje. É importante que esses grupos tenham voz e sejam capazes de dar visibilidade às alternativas concretas que os povos vem fazendo em contrapartida ao que acontece com o processo oficial da Rio+20, dos acordos que destroem soberania e das soluções falsas. A cúpula surge para mostrar ao mundo que existem soluções alternativas, que vem dos povos, para as crises que encontramos hoje, debatendo um desenvolvimento igualitário.

Quais os resultados que a Via Campesina espera da Cúpula?

O principal resultado é que consigamos sair fortalecidos. A cúpula não inicia nem termina os debates. O principal é que os movimentos se fortaleçam e se unifiquem para lutar contra a nova ofensiva do capitalismo.

http://www.mabnacional.org.br/?q=noticia/acordo-global-da-eco-92-pode-ser-quebrado-na-rio20-afirma-campesina

O Pesadelo do Músico

30 maio

O que é que todo músico teme? E está escrito no livro aéreo dos inregistros históricos, temerás a tendinite, a borsite e todos reumatismites … pois é cheiro de xulé ninguém qué.

Não gosto de drogas farmacóides, evito o quanto posso. Mas a dor era intensa, hesitei mas por insistência acabei usando a pomada cataflan que é um anti-inflamatório muscular, como paliativo, realmente acordei melhor, mas os dedos ainda sentem aquelas fisgadas. Para ajudar ainda estou com uma borsite nos ombros.

Ora toda essas parangas ai foram frutos de um sedentarismo, confesso que no último ano, meu único exercício era caminhar, ou tomar sol, qualquer coisa que excedesse esse esforço não fora realizado. Deixei de aquecer e esticar antes de tocar, isso me deu mais tempo de treino, mas suas consequências são tragicamente incomodas.

Vamos ao tratamentos:

Argila da Terra

Acredite o poder curativo da argila é fantástica, havia aqui muita argila medicinal, mas infelismente os parentes não entendem a terra, e preferem cimentos. Tudo bem enquanto isso vamos ver que um quilo de argila custa no maxímo dois sacos de arroz.

O tratamento com argila é muito fácil e você mesmo pode aplicar dependendo do local.

Faça um cataplasma de argila com cebola, ou cascas. Pode-se incluir também óleo de linhaça, a cebola é um anti-inflamatório natural. Molde uma bolsa de argila e aplique no local, deixe agir por pelo menos uma hora, aplique até após as dores irem sumindo, levará dias.

Mel dabelha

Alguns autores indicam o mel no tratamento, confirmei em algum dele que era aplicado no local deixando agir por um longo tempo, depois é só lavar. Então aproveite e tome mel diariamente enquanto fizer este tratamento. Levará dias.

Também alguns indicam o própolis, mas alguns vegetarianos recusariam.

Enfim o veneno da abelha pé indicado em reumatismos.

Louro verde

Outra indicação bastante comentadas nos livros é o louro, em um tratamento específico é usado óleo de louro, creio que em pó sejam mais fácil de encontrar, talvez misturar um óleo de massagem e esfregar no local, azeite de oliva é muito bom para massagem pois é extraído a frio.

Arnica pode esfregar

A arnica é uma indicação popular muito referenciada, meus avós faziam uma garrafada onde consistiam de alcool e arnica na maior parte, mas também outras ervas.

Fazer um cataplasma e aplicar no local, tomar o chá.

Chaptalia nucans

Lychnophora ericoides

Remedinhos caseiros, power to the peaple

Garrafada extrato

Encontrei esse artigo e é bem explicado como produzir um remédio caseiro para uso externo. Lembre de deixar esfriar natural. Pode ser usado como base de outros extratos. Se não tiver outros ingredientes, use o bom senso, acrescente um pouco mais de louro, por exemplo, ou cravo, use sua imaginação dedutiva.

Medicamento Natural para Tendinite, Dores Lombares, Dores Musculares, Inchaços de Tombos, Artrite…

Seu uso é externo

  • Cravo da Índia 10 unidades:
  • Folhas de Louro 5 Folhas:
  • ½ vidro de Óleo de Amêndoas:
  • Canela em Paú 2 pauzinhos cortados:
  • Álcool de Cereais 15 Ml.
  • Canfora 20 Ml.
  • Mentol 20 Ml.
  • ½ Semente de Noz Moscada ralada

Os itens Álcool, Mentol e Canfora encontra-se em lojas e farmácias de produtos naturais.

Em 2 copos de água você vai ferver até que se torne um caldo grosso e escuro o CRAVO, o LOURO, a CANELA e a NÓZ MOSCADA.

Quando formar este caldo grosso escuro, retire do fogo e coloque o Óleo de Amêndoas, O Álcool, a Canfora e o Mentol.

Deve ser usado umas 3 vezes ao dias, fazendo massagens e aquecendo o medicamento antes de usá-lo, mantendo o local protegido de friagens para não sofrer de choque térmico.

Quando estiver sem as dores pode ser usado por mais alguns dias quantas vezes quiser até que as dores estejam controladas.

Referência: http://ricardo-vendasdeobjetos.blogspot.com.br/2010/06/medicamento-natural-para-tendinite.html