Tag Archives: liberdade

É hora de pautar o projeto popular brasileiro

24 jun

Saudações Companheirxs

 

Olá velhos guerreirxs de lutas e novxs companheiradas de jornada, temos vivenciado nas últimas semanas um novo período que se abre nas história do povo, novos tempos abrem se para nós a nova pagina da história escrita pelos plebeus, através dos capítulos de lutas com o fim das idéias capitalistas.

 

Viemos analisando o que tem acontecido com certa cautela e anseio, e podemos afirmar com todas as letras e palavras deq “não estamos em uma ameaça de golpe” contra o atual presidente da república Dilma Rouseff. O que vivemos é uma tentativa de resgate da agenda neoliberal iniciada pelo presidente Fernando Collor no Brasil no fim dos anos 80, e isso se deve pelo avanço dos governos progressistas na América Latina em contradição com o imperialismo burguês.

 

O que temos visto é a intensão da direita conservadora em tomar os rumos da marcha, porém frustada, e convenhamos a última grande manifestação da aliança conservadora foi na Marcha da Família com Deus pela Liberdade em 1964 desde então nunca mais conseguiram mobilizar mais que 500 mil pessoas, enfim quinta-feira 13 de junho de 2013, os atos contra o aumento da tarifa dos ônibus reuniram 1 milhão de pessoas no Brasil número recorde nos últimos 40 anos!

 

Observamos atentamente que as forças da direita não consegue organizar essas marchas, e que o números de greve desde 2004 tem aumentado gradativamente. Essas marchas protagonizadas pelo Movimento Passe Livre (MPL), tem enfrentado como pode as repressões polícias do Governo. E enfim adquirimos conquistas, reduzir 0,20 ¢ em cada passagem foi necessária grandes mobilizações e saimos vitoriosos. E agora o que está em jogo é a disputa dos recursos federais: ou vai para os campos populares ou acabam caindo nos bolsos daqueles que sempre tomaram nossos dinheiros.

 

Temos um inimigo comum: a grande burguesia; grandes empresas de transporte, elites fundiárias, donos de planos de saúde, grandes corporações educacionais, mídias de comunicações desqualificadas, esses são o partido da elite burguesa que geram lideres que nos levam ao “combate à corrupção” ao “partido da pec 37” sem levar em conta os partidos e apoiadores da elite burguesa no Brasil e seus atos de lesa pátria.

 

Neste cenário vemos tranquilamente favorável ao projeto popular, que segue acompanhado de fluxos e refluxos, acompanhados de ofensiva às iniciativas populares, tanto no campo idelógico, moral e financeiro confundindo os menos “acordados”.

 

A hora é de estar ao lado da periferia, organizar as vozes que o Brasil nunca ouviu, e iniciar os processos de movimentos de massas politizado, com ideologia e institucionalidade remando junto com as massas rumo ao campo popular. As forças de direita tentam hoje estar à frente das massas, disputando a consciência das massas com suas ideologias, institucionalidade, de leis a tantos outros aparatos simbólicos às massas como caras pintadas e tudo mais.

 

No Estado de São Paulo desde 1 de Janeiro de 1995, até os dias de hoje, são 18 anos de governo tucanista, nossas escolas estão sucateadas, pinturas ruindo, carteiras quebradas, metodologia de ensino desdidático, professores lutando por sálarios sendo baleados com borrachas e gases lacrimosos. A repressão na periferia, nossa juventude negra sendo morta por aqueles que deveriam defende-los. Aos paulistas o inimigo é o PSDB, se vamos unificar as lutas, seguiremos combatendo nossos inimigos comuns.

 

Não aceitaremos nossa liberdade de expressão sendo substituída pela repressão, a juventude não aceitará!

 

O embate entre esquerda e direita, pela disputa do modelo econômico adotado no Brasil prossegue, se nos últimos 10 anos é adotado o neodesenvolvimentismo , em que cada vez mais a burguesia interna assume as medidas de privatizações da infra-estrutura no país. E assim vamos construindo  nossa força, em meio as adversidades que surgem, e seguiremos ao lado do povo como alternativa tanto ao modelo liberal quanto ao desenvolvimental.

 

Não, companheirxs, não estamos em um período revolucionário como em 1905, 1930, 1963 … as condições materiais hoje nos permitem avançar as pautas para conquista de direitos ao povo, à classe trabalhadora, aos estudantes e aos camponeses, e irmos adiante ao projeto alternativo do Brasil.

 

O estado de animo das massas mudou, em 2011, o Movimento Passe Livre, puxou 3 atos consecutivos e no terceiro ato a repressão foi violenta, dispersando as marchas, deixando as lutas daquele ano em repouso, em 2012 seguiu a mesma lógica, este ano, 2013, após o 5º ato quando a repressão policial contra reporteres e jornalistas a media mudou de opinião e passou à apoiar os atos, o resultado foi a maior mobilização nos últimos 30 anos 250 mil pessoas nas ruas de São Paulo! O novo período histórico se inaugura.

 

Avancemos nossas bandeiras, avante projeto popular! Vamos para as ruas! Sabemos quem é o inimigo, temos unidade política e ideológica e boas possibilidades de materializar uma linha política justa e apresentar um programa que traga soluções para os problemas básicos do povo. É a possibilidade que temos de acumular forças para avançarmos na construção de um Projeto Popular para o Brasil.

Anúncios

Como Iniciar Uma Revolução segundo Gene Sharp

6 jul

Violentamente Pacifico Mc Ras Léo Carlos

4 jul

Eduardo Facção Central no Programa Manos e Minas

3 jul

A Substituição dos Corvos

23 maio

A SUBSTITUIÇÃO DOS CORVOS

Através das revoluções, abaixo das controvérsias ideológicas, na própria sombra das palhaçadas políticas, vemos que o poder passa lentamente – com segurança – da pena empoada à pena empoeirada. Assim como a Igreja, senhora das consciências, foi senhora do mundo, governando príncipes e súditos, uns pelos outros, hoje, uma nova classe surgiu, homens que não comandam, mas que, entretanto, dirigem, detrás de suas mesas, para onde tudo vem e de onde tudo repartc. Sucessores da Igreja, levados ao poder pela Máquina, possuem desta última a desconcertante faculdade – filha da longa política de obscurantismo seguida pela primeira ~ de terem nascido escravos e viverem como tiranos.

Como se sabe, o maquinismo deveria gerar a Idade de Ouro: a liberação econômica que ele prometia só beneficiou os chatins. As profecias dos filósofos generosos foram desmentidas e a divisão social tão bem mantida pela Igreja mudou de forma mas não desapareceu, tamo é verdade que uma alteração econômica não acarreta necessariamente uma alteração proporcional dos costumes. As primeiras máquinas-ferramentas foram quebradas pelos operários porque eram instrumentos de opressão, elas ainda o são, hoje, mas apareceu de novo o fato, ao final de um longo século dc experiências trágicas, segundo 0 qual, progresso técnico, sc não suprime o poder, torna-o impessoal.

As democracias capitalistas, as tecnocracias, as ditaduras tendem sempre para a burocracia; os grandes dirigentes acabam sendo totalmente escravos das engrenagens administrativas por eles criadas. Uma evolução segue seu curso através dos mais cruéis sobressaltos da história: a consciência, atacada pelas perfídias da moral cristã, encontra-se cada vez mais cercada, perseguida, ameaçada hoje de morte por um regime cuja ambiçao é transformar 0 mundo num mecanismo tão perfeito que o pensamento nele seja inútil.

Para se tornar senhor do determinismo histórico, para abolir o acaso, combate-se na própria fonte das ações imprevisíveis: apersonalidade individual. As desigualdades e as dependências econômicas, as políticas e as censuras permanecendo à mercê do espírito genial que, do exílio, onde uma sociedade hostil o condena, consegue uma penetração fulgurante e revigora a chama da revolta, a poesia, o amor, que por atos de pura loucura quebram todas as cadeias, devem ser abolidas, não apenas em suas manifestações, mas até mesmo como desejos. É a que se dedicam aqueles que submergcm a imaginação dessas pin-ups sem sexo e sem cérebro que acabariam por desviar de seu próprio objeto o desejo erótico; os pedagogos, cujo ensinamento sufoca a curiosidade desde  suas primeiras tentativas; os arquitetos, que já começam a limitar as paisagens dessas fachadas brancas e monótonas como páginas de livros contábeis, quadro perfeito de uma vida reduzida a leis estatísticas; os psiquiatras, que fazem de uma ciência de liberdade, a psicanálise, um instrumento de submissão, e tantos outros… citemos apenas de memória a literatura, a imprensa, o rádio, 0 cinema, quase inteiramente ocupados em aumentar de efervescências estéreis os espíritos e se resignam pouco a pouco à esclerose.

Vê-se muito bem que os protestos que se levantam de V dos os lados, limitados, rcstringidos, se eles estremecem ou  mesmo derrubam as velhas estruturas, e ainda que denunciem em todos os lugares a burocratização, não impedem esta de progredir sobre uma frente contínua, ameaçadora como uma fatalidade.

É certo que a liberação econômica é condição necessária para a liberação moral, mas isso não significa em absoluto que seja condição suficiente. No ponto em que estamos é muito fácil conceber um mundo onde, ao preço do conformismo mais absoluto, isto é, da mais completa indiferença intelectual e moral, o conforto material, felicidade perfeitamente entediante, seria acessível a  todos.

A liberdade, que é poesia, que é amor, exaltação das aspirações mais profundas do ser, ampliando indefinidamente 0 conhecimento e o desejo de conhecimento, só sobreviverá às catástrofes que nos prometem, se a revolta, não se deixando represar pelos obstáculos da necessidade imediata, levantar simultaneamente todas as colunas do templo.

Notas:
1 Testemunho de um cientista: “É em vão que se procuraria nestas (nossas
universidades) um curso que coloque o estudante avançado em contato
com um único dos grandes problemas que enumeramos; os próprios ele-
mentos sao lá muito amiúde ensinados de tal maneira que 0 estudante tem
tudo para reaprender se quiser ir mais longe; a extrema rigidez de um
mandarinato fundado sobre instituições acadêmicas obsolctas faz com
que toda tentativa de renovação, se ela não permanece puramente vcrbal.
pareça destinada ao fracasso” (André Weil, em Les grands courants
la pensée mathématique, apresentados por Le Lionnais, p. 318).

2 “Ciência da liberdade” porque, muito mais seguramente que as ciências
da matéria, a psicanálise se mostrou em condição de denunciar a hipo-
crisia das morais tradicionais.

Journal Le Libertaire

Gerard Legrand

15 de Fevereiro de 1952