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Como gerenciar um Telecentro

5 jan

Agosto de 2010, em alguma cidade do interior, faz um calor de 30°, e preciso imprimir um documento, passo na frente de um prédio está uma placa “Telecentro – Sala de Inclusão Digital”, pensei está ai pode ser que imprimam, entrando na sala, com apenas 10 computadores, fui a mesa central e disse que gostaria de imprimir, o atendente me perguntou: Sabe imprimir? Respondi que sim, claro. Entrei no pc com a senha e o usuário, que me havia sido entregue, e então acesso meu email, imprimo o boleto, pergunto quanto é e ele diz, não é nada, é público.

Fiquei admirado com a facilidade do serviço, rápido e simples. Ainda neste ano eu era um futricador do Linux, admirador incontestável do Software Livre, e ao me deparar com um cliente Linux, ligado ao servidor Linux, fiquei entusiasmado, e cai na real, como poderia montar uma sala do Telecentro, ou uma LanHouse dentro do sistema Linux?

A coisa ficou feia, não havia softwares exclusivo para isso no mundo Linux, nem no OpenSource, o que haviam eram freewares, ou softwares comercias, mas todos para plataforma microsoft … o desafio era montar uma lan com gerenciador … e o desafio não foi conquistado, uma batalha épica se perdeu.

Agora passados 5 anos, aca estou eu do outro lado da mesa, como prestar um serviço público usando Gerenciadores de Telecentro, ou de LanHouse, ou algo do tipo? E para que se evite maiores delongas, foi necessário utilizar os sistemas Windows, não por escolha, tendo um servidor na sala e algumas dezenas de computadores clientes, e fica o desafio qual software atende as necessidades de um telecentro? Poucos, me arriscaria a dizer que nenhum, embora seja ousado, mas para plataforma windows com telecentro não há, há sim soluções linux prontas, mas que exigem certos cuidados especiais para usar, mas como eu disse, a plataforma agora é a da telinha azul do Bill Gates.

 

Redes virais: conexão sem infra-estrutura

4 fev
Trata-se de um novo conceito de construção de uma rede de comunicação sem infra-estrutura de comunicações. Essa rede vai usar cada computador nela conectado como hospedeiro e reprodutor do fluxo de comunicação.

A palavra vírus provoca imagens ou idéias de contaminação, multiplicação reprodução rápida e fulminante. Para a biologia, um vírus é um microorganismo que se multiplica usando a célula do seu hospedeiro. Na computação, o vírus é um programa malicioso que vem dentro de outro programa, que faz cópias de si mesmo e tenta se espalhar pelos demais computadores. No cenário dos negócios, o marketing viral é a propaganda boca a boca.

No mundo das redes, é cada vez mais forte a idéia da comunicação viral. Mas o que vem a ser uma rede viral? Trata-se de um novo conceito de construção de uma rede de comunicação sem uma infra-estrutura de comunicações. Uma rede que utilize cada computador nela conectado como hospedeiro e reprodutor do fluxo de comunicação. É uma revolução dentro da revolução informacional. É a rede caminhando no sentido da mais completa descentralização, não somente de sua parte lógica, mas também de seus elementos físicos.

A internet representou uma profunda mudança no paradigma das comunicações. Ela é logicamente descentralizada; ao contrário da TV, não depende de um centro emissor. Mas utiliza a infra-estrutura da telefonia para existir e trocar seus pacotes de dados, para conectar os computadores. Imagine, então, usar determinadas ondas de rádio para conectar diretamente um computador com outro. Pense em tirar os fios da internet e criar uma conexão de todos com todos, via wireless (sem fio, em inglês). Calma aí, vamos explicar melhor.

Comunicação viral é o conceito de um sistema de comunicação livre de infra-estrutura, em que os usuários fazem sua própria infra-estrutura. Essa forma de comunicação pode ter o mesmo nível de impacto que a internet teve sobre a comunicação conectada por redes de fios e fibras ópticas. A comunicação se dará como no caso da disseminação de um vírus. Tal como o vírus se prolifera contaminado a célula vizinha, a comunicação viral terá como o agente de propagação os computadores mais próximos. A máquina de seu vizinho servirá para fazer sua mensagem ser transmitida ao vizinho de seu vizinho e assim por diante até chegar ao destino.

Eu sou uma antena

Primeira implicação de um sistema viral é que ficamos livres da infra-estrutura de telefonia (a chamada de última milha) para conectar nossos computadores, palms e notebooks. Segunda, é que a rede viral está mais aberta às inovações, é mais flexível, exatamente por não estar baseada em nenhum sistema central. A terceira implicação está no fato de colocar a inteligência em cada nó da conexão, e não mais em um servidor instalado em um provedor. Ufa!

Criar redes descentralizadas, que não dependam de um ponto central, com a capacidade de se autoconfigurar de acordo com o número de máquinas nela penduradas, exigirá novos algoritmos que assegurem a continuidade do fluxo de informações, se um dos nós cair, ou seja, se desconectar. O algoritmo (conjunto de instruções embutidas em cada placa de comunicação da rede viral) deverá ser capaz de redirecionar a corrente de dados para outros nós. Se a máquina de seu vizinho à direita deu pau, a transmissão continuará através da máquina do vizinho da frente ou à esquerda. Como isso é possível?

Os equipamentos, computadores ou laptops conectados na rede passam a funcionar como aparelhos de retransmissão de informações; passam a trabalhar como pequenas antenas retransmissoras. Isso mesmo, retransmissoras de sinais. Com uma pequena placa inserida em cada computador, ele é transformado em uma pequena estação que roteia o fluxo de dados que estará passando por ele. Ou seja, além do computador receber e enviar dados conforme a vontade de quem o opera, ele também passará a garantir que os computadores vizinhos possam se comunicar utilizando-o como ponte de comunicação.

Agora pense em uma cidade com milhares de computadores. Quanto mais computadores e laptops existirem, menor será a distância entre eles e melhor será a comunicação. Sem fios ou cabos, os dados serão transmitidos por ondas captadas por cada computador, agora transformados em pequenas estações roteadoras de telecomunicações. Hoje, quanto mais pessoas usam uma linha ADSL, menor a velocidade de transmissão dos pacotes de dados. Existe uma redução da velocidade à medida que mais pessoas forem se conectandona rede. Cada novo computador conectado congestiona a rede tradicional.

Quanto mais, melhor.

Ocorrerá exatamente o contrário no caso da arquitetura das redes virais ou ad hoc (feitas com essa finalidade). Quanto mais máquinas funcionando em uma área, mais caminhos para as informações se propagarem, evitarem congestionamentos e chegarem mais rapidamente ao seu destino. A rede viral é uma rede solidária que fica melhor, quando mais máquinas compartilham sua conectividade.

Um dos principais pensadores da comunicação viral é Andrew Lippman, pesquisador e professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Um dos grandes entusiastas o laptop de US$ 100. Milhões de crianças com laptops contendo placa apropriada para comunicação viral vão representar uma enorme massa de computadores-retransmissores necessários a viabilizar, em todas as cidades, a comunicação viral. Sem gastar um centavo de conta telefônica.

A rede viral tem uma topologia mesh. Em redes de comunicação, o termo topologia indica a descrição do arranjo da rede, o desenho como seus nós estão conectados. Quando todos os nós possuem linhas de conexão com um nó central, chamados essa topologia de estrela. Quando os nós se conectam entre si, temos uma topologia mesh. A rede mesh também pode ser feita com a colocação de centenas de antenas com capacidade de conectar entre 30 a 60 computadores cada. Mas também pode ser uma rede ad hoc, ou seja, permite a conexão entre os equipamentos sem fio, sem a necessidade de ponto de acesso.

O futuro da comunicação viral, completamente descentralizada e de baixo custo, coloca instigantes possibilidades para a educação, para a diversidade cultural e para o comércio. Certamente, reordenará a telefonia, pois a voz sobre IP poderá usar a rede mesh para se consolidar, bem como a TV sobre IP poderá viabilizar inúmeros canais de programação e maior diversidade cultural. Outros desafios surgirão, mas a comunicação viral democratiza intensamente a comunicação mediada por computador, desde que as pessoas tenham acesso a um computador. A luta pela inclusão digital é uma corrida contra o tempo, para impedir que nossa sociedade e nossas comunidades fiquem fora da sociedade do conhecimento. Temos pressa.

Sergio Amadeu da Silveira

publicado originalmente na Revista A Rede, edição n° 13 de abril de 2006

http://web.media.mit.edu/~lip/ – Página de Andrew Lippman, com informações valiosas e esclarecedoras sobre a comunicação viral. Mas em inglês.

Original em http://samadeu.blogspot.com.br/2006/08/redes-virais-conexo-sem-infra.html

Redes virais, o espectro aberto e poder computacional

4 fev

Poder comunicacional, redes virais e o espectro aberto

A tecnologia é simples transmitir sinais. Uma adequação técnica na placa de transmissão e recepção de sinais de um computador e a implantação de um algoritmo inte-ligente de roteamento podem transformá-lo em uma máquina de telecomunicar. O computador foi criado para processar informações. Em seguida, foi transformado em uma máquina de comunicar. Hoje o computador está se tornando uma máquina de telecomunicar.

Estamos vivenciando o surgimento de uma rede de comunicações não baseada na infra-estrutura tradicional de “telefonia”. Tal possibilidade choca-se contra as tentativas de concentração de poder comunicacional e de expansão da extração de riqueza promovida por grupos econômicos, consolidados durante o capitalismo industrial.

Noções como sociedade da informação e sociedade do conhecimento reforçam a percepção de que estamos construindo uma sociedade da hiper-comunicação cujo salto decisivo ocorreu com a crescente centralidade da comunicação mediada por computador. Cada novo uso e reconfiguração do computador não eliminou os usos anteriores.

O computador continua sendo uma máquina de processar e de comunicar. Todavia, a comunicação mediada por computador está avançando rapidamente do modelo estático para o universo da mobilidade.

A conexão sem fio está em expansão e vai adquirindo contornos de um futuro hegemônico. Quando pensamos em computadores pensamos na rede, na internet. Pensamos em comuni-cação, mais do que em processamento. Agora, a comunicação mediada por computador já permite-nos pensar em telecomunicação, em conectividade colaborativa, ou seja, em redes de comunicação virais.

A topologia mesh ou malha possibilita a formação de redes virais de comunicação. A palavra vírus traz consigo imagens ou idéias de contaminação, multiplicação, reprodução rápida e fulminante. Para a biologia, um ví- rus é um microrganismo que se multiplica usando a célula do seu hospedeiro. Na computação, o vírus é um programa malicioso que vem dentro de outro programa, que faz cópias de si mesmo e tenta se espalhar pelos demais computadores. No cenário dos negócios, o marketing viral é a propaganda boca a boca. No mundo das redes, a idéia da comunicação viral passa pela formação de uma rede que utilize cada computador nela conectado como hospedeiro e reprodutor do fluxo de comunicação.

A mensagem para ir da zona norte à zona sul de uma cidade utilizaria os inúmeros computadores e roteadores que estariam no caminho como verdadeiras torres de retransmissão de sinais. Os pacotes de informação, como um vírus, iriam saltando de máquina em máquina até o seu destino final.

O computador que está sendo construído pela equipe dos professores Nicholas Negroponte e Seymour Pappert, no projeto denominado OLPC (One Laptop per Child), contém um mecanismo que permite retransmitir sinais de outras máquinas mesmo quando estiver desligado.

Um módulo de energia, semelhante aos dos aparelhos de reprodução de vídeos, entram em atividade assim que receber um sinal. Isto permite superar os possíveis vazios de conexão para a transmissão viral em uma cidade quando as máquinas estiverem desligadas.

A primeira implicação de um sistema viral é econômica e pode afetar os negócios da telefonia e das telecomunicações em geral. A segunda é política e cultural, pois a rede viral é menos controlável que as redes lógicas baseadas em infra-estruturas de telefonia.

Também viabiliza a conexão de “última milha” sem custos ou com custos bem menores e aumenta a possibilidade de os segmentos mais pauperizados utilizarem as redes digitais. Descentraliza ainda mais os meios e instrumentos para as comunidades portarem seus conteúdos para a Internet. Enfim, existem implicações não previstas dada a recente implementação das redes mesh, mas o fato de a inteligência do roteamento, da conexão estar alocada em cada nó e não mais em um servidor central coloca dificuldades ainda maiores para aqueles que querem reduzir o compartilhamento livre de bens culturais e conhecimentos.

Alguns municípios brasileiros, entre eles Piraí e Quissamã, ambos no Rio de Janeiro, possuem experiências importantes de uso de wireless para conectar toda a cidade. Alguns deles já avaliam a implantação de redes virais para aumentar a velocidade de transmissão, reduzir o tráfego desnecessário de pacotes, diminuir custos de backbone, já que a comunicação entre computadores da localidade pode ser realizada diretamente.

A Anatel teme que se houver um crescimento vertiginoso das redes mesh, mesmo a partir de hotspots, pontos de roteamento espalhados pela área de cobertura, como no caso do campus da Universidade Federal Fluminense (RJ), esse fenômeno possa reduzir ainda mais os rendimentos das operadoras de telecomunicações.

Mais uma vez a história se repete. Para manter modelos de negócios e fluxos de riqueza pretende-se conter avanços tecnológicos e seus usos pela sociedade.

viral-network

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Redes de Malha Mesh

1 fev

Internet com novidades, você já se imaginou uma cidade com internet publica e gratuita para todos?

Com a expansão da comunicação sem fio, os computadores podem se comunicar diretamente, pois já possuem placas de transmissão e recepção de sinais. Assim, as topologias de redes como anel, árvore ou estrela podem ser superadas pelo desenho de uma malha, também conhecida como rede mesh. As implicações dessa possibilidade são imensas, seja do ponto de vista econômico, político, comunicacional ou cultural.

As redes mesh “malha” em inglês, tem em seu pilar ser cliente e servidor, sua teoria está dentro dos grafos, o que significa um entrelaçamento de matrizes, ou redes se preferir. As redes mesh podem ser o futuro da internet numa luta pelo livre acesso em  tempos da ditadura digital.

Ao criar uma rede Mesh de internet sem fio, significa conquistar a “webautonomia” na internet, na sua casa,  no local de trabalho ou até mesmo do bairro onde você mora. As redes do tipo Mesh possuem a vantagem de serem redes de baixo custo, fácil implantação e bastante tolerantes a falhas. Nesse sistema de conexão, cada laptop é um nó, ou seja, os computadores estão interligados entre si, e não dependendo de apenas um servidor central. Desta maneira é possível transmitir mensagens de um nó a outro por diferentes caminhos.

Redes do tipo mesh são redes comunitárias construídas com base em algoritmos de roteamento cooperativos, do tipo encontrado em redes sem fio e sem infra-estrutura, e.g., redes ad hoc. Nessas redes, os algoritmos ou protocolos de roteamento podem ser divididos em duas categorias, pró-ativos e reativos. A principal vantagem dos algoritmos pró-ativos é que todos os nós da rede têm sempre uma visão de qual é a topologia da rede em cada momento. Isso implica em rápido estabelecimento de rotas.

Entendeu a topologia mesh? Vamos ao desenho …

A topologia atual das redes sem fio é do tipo estrela, ou seja uma peça central, o roteador, distribui o sinal da internet.

redes_wireless

A topologia de malha, apenas um nó precisa estar conectado à internet e todos podem acessar através da rede.

redes_mesh

Indo mais a fundo

Contudo, essa visão atualizada da topologia da rede implica que cada nó possua uma tabela que armazene todos os caminhos. Se a mobilidade
dos nós for intensa, a troca de mensagens de controle entre eles será igualmente intensa. Adicionalmente, a maioria das redes ad hoc é formada por dispositivos que possuem recursos limitados e são alimentados por bateria. Troca intensa de mensagens irá implicar em maior gasto energético. Já os algoritmos reativos, que estabelecem rotas por demanda, diminuindo o número de mensagens de controle, têm como principal desvantagem a necessidade de tempo adicional para o estabelecimento da rota.

Em qualquer caso, a mobilidade irá implicar em quebra de rotas, o que dificulta o fornecimento de QoS nessas redes. O desenvolvimento de um protocolo de roteamento que forneça QoS deve ser baseado em alguns princípios básicos, incluindo a transparência, de tal forma que as aplicações possam ser isoladas da complexidade das especificações e gerenciamento de QoS, a integração entre as diversas camadas de protocolo, de forma que a QoS seja configurável e previsível fim-a-fim, e a separação de funções, ou seja, a transferência, o controle e o gerenciamento devem ser vistos como atividades distintas do ponto de vista da arquitetura.

Para transmissão de dados multimídia em redes ad hoc alguns requisitos devem ser observados e controlados, como o atraso e o jitter na entrega de pacotes, de forma a garantir uma reprodução adequada, uma boa estimativa da largura de banda disponível, o que implicará em menor re-envio de pacotes, e a economia de energia, de forma a manter os nós (dispositivos dos usuários) mais tempo em atividade. Alguns dos requisitos são conflitantes, o que torna a busca de uma solução mais interessante.

Fontes: http://tecnologiassemfio.wordpress.com/2010/03/26/conectividade-de-redes-mesh/

http://www.trezentos.blog.br/?p=1387

http://www.openspectrum.info/

http://www.e-brasil.org.br/portal/files/docs/fust/carta_porto_alegre.pdf

http://lameiro.wordpress.com/2006/11/05/sergio-amadeu-no-conisli/

Linux Softwares Multimedia

21 maio

Audio

Servidores de Audio

Video

MediaCenter

Imagens

Visualizadores

O Programa Livre e O Código Aberto

21 maio

Recentemente, recebi de alguns amigos pedidos, para que eu distingui-se um do outro. Não creio que caiba em pouca palavras diferencia-los, eles são tão próximos que são as vezes usado como sinônimos. Vamos rever a trajetória de ambos e como surgiram os temas.

O que são Softwares?

Aquilo que chutamos é o hardware, então os programas são a parte virtual do computador, são os aplicativos, um programinha para mover, ler um texto, criar pastas, uma calculadora, são exemplos de aplicativos muito comum entre os computadores.

Para criar um programa é preciso escrever um código, e esse código é como se fosse a receita de um bolo, ele dá os passos para gerar, um bolo, no caso do bolo, é o resultado do código. Os códigos são escritos de diversas maneiras, dentre elas o texto puro, por exemplo:

echo oi

Códigos e mais símbolos

Neste nosso exemplo criamos um programas que escreve na tela “oi”. Lógico que programas mais complexos exigem códigos dentro de códigos.

Podemos dizer que os softwares possuem duas faces, uma é a linguagem binaria lida pela maquina, e a outra a do programador que é onde está escrito o código fonte.

Nos primórdios da computação, em meados dos anos setenta, a troca de códigos era comum, em geral eles trocavam código através de listas de comunicação.

Mas um dia, de repente, um programador resolve não permitir que seu programa fosse copiado, e então surge o chamado Software Proprietário, esses programas tinham códigos secretos, que limitavam também sua utilização. Mesmo comprando o Aplicativo, você só poderia usar em uma única maquina, se houvesse mais para instalar seria necessário comprar outra.

Nesta época muitos programadores se rebelaram contra a situação, dentre eles Richard Stallman, pois consideravam injusta essa situação.

Então eles começaram a escrever programas com código aberto. Sem restrição de cópia, de estudo ou modificação, e permitindo o uso para qualquer finalidade. Esses programas foram chamados de Softwares Livres. Então se você quiser copiar esses programas e entregar para outras pessoas, você é livre para tal.

Não é Unix

Diante desses dilemas, Richard Stallman iniciou um movimento que deu origem  em 1984 ao Projeto GNU, um “Sistema Operacional” Livre, e convidou outros programadores à participar.

Stallman criou uma licensa que foi apelidada de copyleft uma referência contrária ao copyright. Em uma tradução livre “Deixe copiar”. Nesta licença estão definidas as regras para um ‘Software Livre’.

0. Executar para qualquer fim
1. Estudar o programa
2. Redistribuir cópias
3. Aperfeiçoar e compartilhar

Essas regras são as guias por onde andam o software livre.

GNU é um acrônimo recursivo que quer dizer, GNU não é Unix.

http://www.gnu.org

Cerne, uma peça fundamental

Até 1990 o Projeto GNU tinha todos os softwares para um Sistema Operacional, mas estava faltando o quérneu, o núcleo central do computador.

Em 1991, o estudante Linus Torvalds, liberou a primeira versão do kernel linux. Os primeiros usuários uniram o projeto GNU com o núcleo do Torvalds, gerendo assim o GNU Linux. Os programas do Sistema Operacional GNU/Linux, foram licenciados pela Licença GPL, que garante o uso de software. Ela garante as quatro liberdades do software livre, e não permitem que elas sejam retiradas dos programas derivados, garantindo que sempre serão gerados programas livres através de software libres.

Quem pensaria mesmo há cinco anos atrás que um sistema operacional de classe mundial poderia surgir como que por mágica pelo tempo livre de milhares de colaboradores espalhados por todo o planeta, conectado somente pelos tênues cordões da Internet?

Fundação Código Aberto, sobre os ideais de programas livres

Em 1998, Eric Raymond foi um dos protagonistas, junto com Linus Torvalds, da criação da Open Source Initiative OSI, defendendo a adoção do software livre por razões técnicas e sugerindo o uso da expressão open source ao invés de free software, evitando a ambiguidade do termo free (que pode significar tanto livre quanto gratuito, na língua inglesa). Bruce Perens, um dos fundadores da OSI escreve manifesto The Open Source Definition, que compara as licenças da época. Ele considera que o Open Source (Código Aberto) se apoia no movimento do Software Livre criado por Richard Stallman.

Qualquer licença de software livre é também uma licença de código aberto (Open Source), a diferença entre as duas nomenclaturas reside essencialmente na sua apresentação. Enquanto a FSF usa o termo “Software Livre” envolta de um discurso baseado em questões éticas, direitos e liberdade, a OSI usa o termo “Código Aberto” sob um ponto de vista puramente técnico, evitando (propositadamente) questões éticas. Esta nomenclatura e discurso foram cunhados por Eric Raymond e outros fundadores da OSI com o objetivo de apresentar o software livre a empresas de uma forma mais comercial evitando o discurso ético.

Como a diferença entre os movimentos “Software Livre” e “Código Aberto” está apenas na argumentação em prol dos mesmos softwares, é comum que esses grupos se unam em diversas situações ou que sejam citados de uma forma agregadora através da sigla “FLOSS” (Free/Libre and Open Source Software).

http://opensource.org/

Guia de Definição do Código Aberto

Existe uma definição criada pelo projeto Debian que tornou-se a definição mais geral das garantias dos programas de código aberto.

Distribuição livre

A licença não deve restringir de nenhuma maneira a venda ou distribuição do programa gratuitamente, como componente de outro programa ou não.

Código fonte

O programa deve incluir seu código fonte e deve permitir a sua distribuição também na forma compilada. Se o programa não for distribuído com seu código fonte, deve haver algum meio de se obter o mesmo seja via rede ou com custo apenas de reprodução. O código deve ser legível e inteligível por qualquer programador.

Trabalhos Derivados

A licença deve permitir modificações e trabalhos derivados, e deve permitir que eles sejam distribuídos sobre os mesmos termos da licença original.

Integridade do autor do código fonte

A licença pode restringir o código fonte de ser distribuído em uma forma modificada apenas se a licença permitir a distribuição de arquivos patch (de atualização) com o código fonte para o propósito de modificar o programa no momento de sua construção. A licença deve explicitamente permitir a distribuição do programa construído a partir do código fonte modificado. Contudo, a licença pode ainda requerer que programas derivados tenham um nome ou número de versão diferentes do programa original.

Não discriminação contra pessoas ou grupos

A licença não pode ser discriminatória contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas.

Não discriminação contra áreas de atuação

A licença não deve restringir qualquer pessoa de usar o programa em um ramo específico de atuação.

Por exemplo, ela não deve proibir que o programa seja usado em um empresa, ou de ser usado para pesquisa genética.

Distribuição da Licença

Os direitos associados ao programa devem ser aplicáveis para todos aqueles cujo o programa é redistribuído, sem a necessidade da execução de uma licença adicional para estas partes.

Licença não específica a um produto

Os direitos associados ao programa não devem depender que o programa seja parte de uma distribuição específica de programas. Se o programa é extraído desta distribuição e usado ou distribuído dentro dos termos da licença do programa, todas as partes para quem o programa é redistribuído devem ter os mesmos direitos que aqueles que são garantidos em conjunção com a distribuição de programas original.

Licença não restrinja outros programas

A licença não pode colocar restrições em outros programas que são distribuídos juntos com o programa licenciado. Isto é, a licença não pode especificar que todos os programas distribuídos na mesma mídia de armazenamento sejam programas de código aberto.

Licença neutra em relação a tecnologia

Nenhuma cláusula da licença pode estabelecer uma tecnologia individual, estilo ou interface a ser aplicada no programa.

Proposta da Fundação Livre

Fundada em 1985 a Free Software Foundation é uma organização para promover mundialmente a liberdade do usuário de computador e para defender os direitos de todos os usuários de software livre.

Como a nossa sociedade se torna mais dependente de computadores, o software que corremos é de fundamental importância para assegurar o futuro de uma sociedade livre. O software livre é sobre ter controle sobre a tecnologia que usamos em nossas casas, escolas e empresas, onde os computadores trabalham para o nosso benefício individual e comunitária, e não para empresas de software proprietário ou governos que pretendam restringir e monitorar nós.

O apoio mais importante que você pode dar para o software livre é usar software livre no seu próprio computador e defensor dentro de sua empresa ou comunidade para que outros possam adotá-lo.

https://www.fsf.org/