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A Revolução dos Cocos – BRA

22 jan

A Revolução dos Cocos relata a luta do povo de Bougainville (ilha do pacífico anteriormente pertencente a Papua Nova Guiné) contra a mineradora inglesa multinacional Rio Tinto Zinc, e depois por sua independência. Os moradores da ilha expulsaram, pelo uso da sabotagem, a mineradora, depois expulsaram o exército de Papua, e depois o exército da Austrália, depois mercenários contratados. Sofreram um cerco de 7 anos,  sua população é de aproximadamente 150 mil.

Sobre embargos economicos, que inviabiliza a compra de produto com as nações vizinhas, os moradores da ilha inventaram meios alternativos para sobreviverem (energia elétrica, combústivel, comida, remédios…) tudo a partir de cocos.

Sobre a medicina, e como a necessidade é a mãe da invenção, (re)descobriram suas soluções pela terra, conseguindo curar, malária, lepra, apendicite, através de ervas, técnicas de manejo e massagens.

Também é louvável sua forma de ação, seguindo a luta se eles vem com balas, nós vamos com paus e pedras, foi o que fizeram lutaram com flechas e armas manuais inventadas por eles, tomaram os rifles das forças contrarrevolucionaras e transformaram em arma de não fogo.

Todo o resgate da humanidade através de sua própria competência, o motivo a Natureza.

Pão e Diversões

9 nov

Le Libertaire

Pão e Diversão

“Nasci sobre esta terra; exijo a admissao em todos os trabalhos que nela se exercem, a garantia de usufruir do fruto de minha labuta; exijo o adiantamento dos instrumentos necessários para exercer esse trabalho e da subsistência em compensação ao direito de roubo que a simples natureza me deu” (Charles Fourier, Associação doméstica e agrícola, 1822).

Aí está perfeitamente esquematizada a solução econômica, entretanto, ela está longe de esgotar o problema.
“Sendo o objetivo conduzir inicialmente ao luxo … preciso que a educação conduza ao trabalho produtivo; ela só pode conseguir isso fazendo desaparecer uma tarefa bem vergonhosa para a civilização, e que não se encontra entre os selvagens: é a grosseria e a rudeza das classes inferiores, a duplicidade de linguagem e de modos, Esse vício pode ser necessário entre nós, em que o povo, esmagado por privações, sentiria muito vivamente sua miséria se fosse educado c culto; mas, no estado societário em que o povo gozará de um mínimo, superior ao destino de nossos bons burgueses, não será necessário embrutecê-lo para modela-lo a sofrimen-
tos que não mais existirão” (Charles Fourier, mesma obra), Eis, portanto, retirada toda ambigüidade. Em sociedade liber~
leiria, o trabalho prúdutiva exigirá o refinamento dos costumes o do pensamento, O que será, portanto, esse trabalho?
Antes de mais nada, sabemos que, bem compreendido c bem repartido, ele poderia ser desde já reduzido a um curtíssimo tempo de serviço cotidiano para cada indivíduo. O automatismo robótico que cria, em regime capitalista, os flagelos do desemprego e da superprodução não deve oferecer a cada homem, além do direito ao trabalho, senão o direito a preguiça. Além disso, esse trabalho, liberado da exploração patronal e das condições impostas por um produtivismo de curta visão, reduz, na maioria das vezes, a simples vigilância das máquinas, as quais o operário, homem culto, conhecerá, a exemplo do antigo artesão, tão perfeitamente a vida íntima quanto 0 manejo prático – esse trabalho, tornado de novo atividade normal como 0 beber e o comer, será não apenas uma necessidade social, mas igualmente individual. Em outras palavras, o trabalho não mais será essa perpétua escravização que a religião justifica enquanto “castigo divino”.

Nessa perspectiva, certas atividades consideradas ainda hoje pela maioria como irremediavelmente reservadas a uma minoria, vão encontrar uma nova fórmula. Refiro-me à pesquisa científica e à criação artística. O luxo do qual fala Fourier, deve ser, no domínio do espírito bem como na prática, acessível a todos. É o que deveria explicar, cem anos após o autor da Associação doméstica e agrícola, a interrogação feita pelos surrealistas: “O surrealismo é o comunismo do espírito?”.

Supondo que, sob regime hierárquico, Newton, “se ele tivesse sido marinheiro ou mineiro… não teria descoberto a lei da gravitação universal” (Gaston Lcval, Estudos Anarquistas, n 6), a sociedade libertária devera, ao contrário, dar a todos o tempo livre para ver as maçãs caírem e extrair desse fato tais conclusões que lhes aprouver – e nisso consistirá sua grande vitória.

Em corolário à redução maciça das horas de trabalho, assistiremos à multiplicação das possibilidades de satisfazer
a necessidade de conhecimento inerente a cada um dos que não tinham anteriormente tempo livre para isso. E podemos
pensar que a acessibilidade da criação artística e poética a todos estaria longe de ser um empobrecimento: basta consta-
tar o declínio da canção popular nas mãos dos “profissionais”.

Na realidade, é a aplicação do novo regime que apresenta os problemas mais árduos, sendo os períodos de transição os mais  difíceis. Trata-se, para resultar na situação que acabo de evocar, de partir de uma organização (se se pode assim dizer) onde as massas populares estão, em geral, insensibilizadas e esterilizadas por um feixe de demagogias contraditórias em seus meios, senão em seu fim, enquanto a atividade mental, que deveria ser para todos o essencial, encontra-se monopolizada por alguns especialistas raramente desinteressados.

Não se deve, durante o período de reorganização política e econômica, que requer uma atividade intensa por parte de
todos, negligenciar um único instante a delicada tarefa de restabelecer em todos os seus direitos a consciência indivi-
dual. O exemplo de Barcelona (l936) provou-nos que nada impede, em período revolucionário, o desenvolvimento das
escolas e das universidades populares. É preciso ainda que o ensino ministrado não o seja ao acaso: sabemos muito bem
que o falso conhecimento é pior do que a ignorância, e pensamos de bom grado que uma consciência mais clara das
necessidades profundas do homem, considerado como um lodo vivo, cujos princípios materiais e espirituais não cessam
de reagir uns sobre os outros, teria evitado vários erros de julgamento fatais aos revolucionários do passado.

Eis por que pensamos que toda propaganda revolucionária será ineficaz se ela limitar-se ao domínio social e econômico: a reivindicação humana deve estender-se para bem além do pão e do vinho cotidianos como, apesar de tudo,

Guy Doumayrou
9 de novembro de 1951

O Sonho e a Revolução

26 out

O SONHO E A REVOLUÇÃO

J can Schuster
Le Libertaire, 26 de outubro de 1951

O sonho nao é o contrário da realidade. Ele é um aspecto
real da vida humana, assim como a ação; e um e outra, bcm
longe de excluirem-se, completam-se, Todavia, este aspecto,
neglicenciado ou voluntariamente relegado ao plano das su-
perstições perigosas pela civilização atual (a das casernas,
das igrejas e das delegacias) contém os fermentos de revolta
mais violentos por serem os mais profundamente humanos.
Compreende-se que a vontade de obscurantismo dos mes-
tres-penradores seja sempre manifestada por um desprezo
total em relação ao sonho. Sua inteligência limitou-se a
tolerar (e talvez a favorecer) a difusão das “Chaves dos So-
nhos”, obras desnaturadas, de caráter puramente supersti-
cioso, fantasioso ou idiota. Mas os povos que o odioso bom
senso europeu obstina-se em denominar “primitivos” (primi-
tivos porque nunca conhecerão os segredos da bomba atô-
mica, ou simplesmente da hipocrisia diplomática) concedem
ao sonho um lugar de primeiro plano,
Freud, desvelando o mecanismo do sonho, interpre-
tando-o, demonstrou que ele constituía o perfeito revelador
das tendências e dos desejos mais secretos do homem. Sabe-
se agora que não existe sonho gratuito, que pelo simplcs fato
de sonhar o homem muda seu destino, mesmo que essa mu-
dança permaneça impereeptível. Desperto, o homem apre-

ende do mundo o que sua razao e seus sentidos bem quiserem
deixar-lhe aperceber, isto é, uma íntima parte do que real-
mente é; em sonho, os objetos, os sentimentos, as relações
mais audaeiosas tornam-se-lhes lícitas, familiares. Desceu ao
coração de si mesmo, ao coração das coisas.
Isto e válido tanto para as coletividades quanto para os
indivíduos. Se o sonho é a expressão do desejo, se a expli-
cação de um pode preludiar. numa certa medida, a realização
do outro, o maior desejo coletivo e a revolução. G.C. Lichten-
berg lamentava que a história fosse feita unicamente da nar-
rativa dos homens despertos. Quando, numa noite, todos os
explorados sonharem que é preciso acabar e como acabar
com o sistema tirânico que os governa, aí então, talvez, a
aurora surgirá em todo o mundo, sobre barricadas.

A Última Guerra Mundial

5 out

Na instauração da nova democracia mundial

Quando foi implantado o modelo econômico neoliberal os rumos do controle territorial, econômico e financeiro, tanto quanto cultural e socioambiental rumaram via Estado para um controle Privado do Governo.

Entramos em uma Guerra sem campo de batalha. Uma Guerra sem inimigos. Está em todos os lugares, Milhares de guerras civis, uma Guerra sem fim.

É duro agora, se lembrar com o quê a vida parecia antes. Eu acreditei neles quando me disseram que eu estava sozinho no mundo, e que esse tempo e lugar agora são invencíveis, naquele dia em que nós vivíamos cem anos de história em uma tarde. O mundo mudou e nós mudamos com Ele. As história que foram contadas sobre nós mesmos, e o nosso lugar no mundo não mais parecem fazer sentido, e eles nos deixaram caminhar pelas ruas como estranhos. E então, nós caminhamos, e nós ouvimos. as vozes dos outros em outros lugares.

Hoje, em todos os lugares, cada aspecto de nossas vidas, está sendo bruscamente reorganizada. Em todos lugares onde há Guerra. A Quarta Guerra Mundial.

De um lado um sistema de violência aterrorizante, e do outro lado, todos nós. Todos nós que vamos parar essa Guerra.

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